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O número de mortes durante a passagem do pelo norte de subiu para 41 nesta terça-feira (30), após cinco pessoas terem sido vítimas de um deslizamento em um aterro sanitário, informou o governo do país africano.

“É preciso lamentar 41 mortes”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Armindo Ngunga, em Maputo.

As cinco novas vítimas morreram em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, após um deslizamento no aterro sanitário da cidade. Devido à força da chuva que ainda cai na região, lixo acumulado caiu sobre várias casas.

As autoridades de Pemba e uma equipe do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais – que atuou no desastre de Brumadinho e foi enviada a Moçambique para ajudar o governo local – ainda procuram por outras vítimas.

O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agustín del Rosario, que visitou Cabo Delgado, disse a jornalistas que o número de mortes devido à passagem do ciclone pode aumentar à medida em que as equipes de resgate consigam chegar a áreas de difícil acesso, como o distrito de Macomia.

“Deve haver mais problemas em Macomia, e não conseguimos chegar à ilha de Ibo. Hoje de manhã, tentamos usar aviões, mas por causa do tempo não conseguimos chegar lá”, afirmou o primeiro-ministro.

Macomia foi uma das áreas mais atingidas por Kenneth, que obrigou centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas.

A está preparando um plano de ajuda aos desabrigados para amenizar os efeitos das chuvas, que devem aumentar nos próximos dias.

“Estamos agindo o mais rápido que podemos para preparar voos com ajuda humanitária, que inclui remédios para ilha de Matemo, onde os danos também foram numerosos”, afirmou o porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke.

Kenneth, de categoria 4 na escala Saffir-Simpson (cujo nível máximo é 5), é o ciclone mais forte que já atingiu Moçambique e o segundo a atingir o país em menos de dois meses – em março, Idai deixou mais de 600 mortos.

O Idai é considerado o pior desastre natural da recente no sudeste da . Além das 600 vítimas em Moçambique, 344 pessoas morreram no Zimbábue, e outras 56 no Malawi, países por onde o fenômeno climático passou.

Dezenas de milhares de pessoas continuam sem poder voltar para casa. A ONU calcula que 2 milhões de cidadãos precisam de ajuda humanitária.