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O Serviço de Saneamento Ambiental de () emitiu uma nota na última terça-feira (23) para se posicionar sobre a possível contaminação da água fornecida no município, conforme relatado por nacional que apontou a presença de 27 tipos de agrotóxicos que são associados a doenças crônicas como , defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.

De acordo com o Sanear, a autarquia responsável pela gestão da água no município vem monitorando a qualidade da água da Estação de Tratamento (ETA) e dos inúmeros poços artesianos existentes na cidade, e que os resultados obtidos até hoje estão dentro dos padrões estabelecidos pela legislação, o que garantiria a potabilidade e qualidade da água fornecida.

O Sanear ainda informou que há uma nova análise da qualidade da água em andamento e que, além do agrotóxico, também são analisados diversos outros fatores e que os seus resultados são lançados no programa do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para o Consumo Humano (Sisagua) e que a responsabilidade de analisar os dados e exigir a qualidade da água cabe à Vigilância Sanitária.

Apesar de o Sanear afirmar que a água consumida nos lares rondonopolitanos está dentro dos padrões estabelecidos pela lei, a autarquia não é taxativa ao descartar 100% a presença dos venenos na água, já que a nota emitida pelo órgão não deixa claro quais são os tipos e os percentuais dos venenos encontrados na água distribuída no município.

Além de Rondonópolis, a pesquisa apontou que outros 29 municípios de Mato Grosso estão na mesma situação. A pequisa foi feita em conjunto pela Agência Repórter Brasil, Agência Pública e organização Public Eye, a partir de dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde.

O estudo aponta que em Mato Grosso a exposição ao agrotóxico é quase 10 vezes maior do que a média nacional, de 7,3 litros por pessoa, e pode atingir até 67 litros.