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Presa na Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis (215 km de ) desde o dia 29 de março, Bianca de Sousa Almeida ,de 31 anos, precisou de atendimento nesta terça-feira (04), após ter sido agredida por outras companheiras de cela.

A mulher é acusada de maus-tratos contra a filha de dois meses de idade.  De acordo com as informações, ela deve ser transferida para Cuiabá.

O caso

A menina de 2 meses deu entrada no Pronto Atendimento Infantil (PAzinho), às 04h30, da última sexta-feira (29), com sinais de maus tratos e foi óbito por volta das 5h10.

De acordo informações repassadas pela médica plantonista, a bebê já chegou com os sinais vitais fracos, sendo  constatado presença de hematoma na cabeça de  V.S.M.

A mãe relatou que tinha saído durante a noite para comprar bebida e deixado a menina sob os cuidados do pai. Ela contou que durante a madrugada, após ministrar algumas doses de dipirona, a filha começou a passar mal e passou a balançá-la e deferir alguns tapas no rosto da filha para acordá-la, mas percebeu a gravidade do estado da criança e a encaminhou a unidade hospitalar, onde morreu.

O pai contou que a criança caiu da cama e bateu a cabeça. Tanto ele quanto a mãe são usuários de drogas e em janeiro deste ano, quando a menina nasceu, o hospital maternidade de Rondonópolis encaminhou ofício ao Conselho Tutelar, informando que a mãe usuária de drogas havia dado à luz a criança e necessitava de acompanhamento para recuperação da dependência química. Mas tão logo, a mulher foi encaminhada para tratamento, o Conselho Tutelar perdeu contato, até que tomou conhecimento da morte nesta sexta-feira.

A prisão

A Justiça decretou a prisão temporária (30 dias) do casal Anderson dos Santos Melo, 27 anos, e Bianca de Souza Almeida, 31 anos. Eles são suspeitos de matar a filha de dois meses, em Rondonópolis (215 km de Cuiabá). Os mandados de prisão foram expedidos na última sexta-feira (29), mesmo dia da morte da criança, em decorrência de traumatismo craniano. O casal autuado em flagrante no crime de abandono de incapaz qualificado, com pena de 4 a 12 anos, poderá responder ainda por crime de homicídio ou tortura.

De acordo com o andamento processual, as versões para a ocorrência dos fatos não são compatíveis. Além disso, ambos já foram presos e processados por outros crimes, envolvendo o consumo e venda de drogas, bem como crimes patrimoniais, fatos concretos que demonstram que em liberdade, além de poderem voltar a prática de ilícitos, podem, atrapalhar a investigação do crime, incutir medo em eventuais testemunhas, aponta o ().

“Sendo assim, a meu ver, a prisão dos autuados é imprescindível para as investigações do crime, primeiro, porque deve ocorrer uma perícia no local dos fatos, sendo certo e induvidoso que a liberdade dos réus prejudicaria a referida diligência; segundo, os segregados já apresentaram versões conflitantes, logo, a liberdade poderá os auxiliar a apresentarem novas versões acerca dos fatos; terceiro, a princípio, pessoas do meio familiar deverão ser ouvidas, e estando os autuados em liberdade, a colheita dessas provas podem ser prejudicadas pela influência que eles podem fazer sobre a família; quarto, existe o risco concreto de fuga do distrito da culpa, o que também afetaria diretamente as investigações, inclusive, uma eventual reprodução simulada dos fato”, diz trecho do decreto, que também autoriza os suspeitos acompanharem o funeral da filha.

 

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