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Pai e mãe foram presos pela Polícia Judiciária Civil (PJC) de Sorriso suspeitos de estuprar a filha adotiva, desde que ela tinha 6 anos, em Ipiranga do Norte (468 km de ). Atualmente, a vítima, de 14 anos, mora com a tia. Segundo ela, os pais filmavam os atos sexuais e a obrigavam a fazer sexo a três.

Os suspeitos, de 51 e 46 anos, tiveram mandados de prisão decretados pela Justiça por estupro de vulnerável, em virtude de investigação da Delegacia de Sorriso, coordenadas pelo delegado, Nilson André Farias de Oliveira.

O casal foi detido na tarde da última sexta-feira (15) quando estavam em casa. Os mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Ministério Público e o Poder Judiciário, foram cumpridos pela PJC de Sorriso. Segundo o delegado Nilson Farias, as investigações vêm sendo feitas há mais de 1 mês.

Em , o delegado detalhou o crime praticado pelo casal há 8 anos. Segundo a menina, o pai adotivo a estuprava enquanto a mãe assistia e se masturbava. Porém, em outros momentos, o casal obrigava a vítima a ter relações sexuais com os dois.

“A menina era sempre colocada na posição de que ela não valeria nada e deveria se submeter aquilo para ter o amor dos pais. O casal nega, mas os elementos são robustos e nos leva a acreditar que os estupros aconteceram”, frisou o delegado.

Computadores e celulares dos suspeitos foram apreendidos pela polícia. Isso porque, segundo a vítima, os pais adotivos filmavam os atos sexuais. “Eles viam depois, como se fossem ma espécie de filme pornô. E a troca de mensagens entre pais e a filha podem auxiliar a esclarecer os fatos”.

Cortava os pulsos

O crime levantou suspeitas iniciais depois que a garota passou a apresentar comportamento estranho na escola. De início, ela negava ser estuprada, apesar dos corriqueiros atos de tentativa de corte dos pulsos.

O Conselho Tutelar foi acionado e afastou a vítima do convívio dos pais adotivos. A menina passou a morar com a tia e, posteriormente, confessou que foi estuprada pela mãe e o pai.

Homem teria estuprado o próprio irmão

De acordo com a PJC, o homem, há mais de 20 anos, também teria estuprado o irmão, que na época era , quando tinha 6 anos.

“O irmão disse que o acusado usava banha de galinha e o penetrava. Isso só parou quando o garoto chegou em sua certa idade para entender o que estava acontecendo. Esse irmão tem muita raiva e indignação pelo abuso que sofria. Esse crime já prescreveu, mas esse relato serviu de base para a Polícia Civil acreditar na versão da menor”.