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A divulgou nesta terça-feira (12) imagens de câmeras de segurança que registraram o acidente de helicóptero que matou o e colunista da ISTOÉ Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci nessa segunda-feira (11) em São Paulo, de acordo com informações do G1.

No vídeo, é possível ver quando o helicóptero vai perdendo força e descendo. A aeronave passa entre dois viadutos do Rodoanel Mário Covas, que ficam sobre a Rodovia Anhanguera. O momento da colisão com o caminhão não foi registrado. Em seguida, uma fumaça preta aparece no canto esquerdo das imagens.

“A imagem mostra o helicóptero taxiando, perdendo altitude, balançando, e descendo entre os viadutos. A cena não mostra, mas os esquis da aeronave pegam na parte superior do caminhão e ocorre a colisão, que depois fez o aparelho pegar fogo e matar o e o piloto. Foi uma fatalidade”, disse o delegado Luiz Hellmeister, titular do 46º Distrito Policial em Perus, ao G1.

Investigação

A já ouviu quatro testemunhas: dois policiais militares que atenderam a ocorrência; uma mulher que presenciou o acidente; e o motorista do caminhão.

Segundo o delegado Alexandre Marcos Kerckhof Cardoso e Silva, também do 46º DP, o depoimento de Leiliane Rafael da Silva, que estava na garupa da moto do marido que passava perto do local do acidente, foi esclarecedor e o mais importante até o momento.

A reportagem apurou que Leiliane disse à polícia que “por volta das 11h50 passava pelo km 22 da Rodovia Anhanguera sentido Interior já tendo passado o posto da Autoban que existia no local, quando observou um helicóptero amarelo já voando baixo, aparentando que iria pousar em baixo do viaduto”.

O depoimento prossegue: “Que imediatamente o helicóptero chocou-se contra uma carreta que trafegava pelo local, sendo que o helicóptero rodou e já caiu no chão (…)”.

O motorista do caminhão, João Adroaldo Tomanckeves disse que só soube que o veículo havia sido atingido por um helicóptero “pelas pessoas que o auxiliaram a sair da cabine”, segundo o depoimento.

Agora, a polícia quer ouvir os fabricantes do helicóptero e das turbinas da aeronave.

“Além das questões técnicas específicas da aeronave, queremos saber do representante do helicóptero por que transportava passageiro, sendo que a autorização era só para equipamentos”, declarou o delegado Cardoso e Silva.
Também será ouvido pela polícia um representante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que esteve no local do acidente.

De acordo com o delegado, as causas do acidente serão esclarecidas após a conclusão dos laudos periciais do Cenipa e do Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico-Científica. “Geralmente um acidente aéreo ocorre por uma contribuição de fatores. Esses laudos irão apontar quais foram”, afirmou.

 

 

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