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Os pacientes do de Rondonópolis (215 km de Cuiabá), e os acompanhantes estão limpando a unidade de saúde devido à falta de funcionários, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de (Sisma-MT). Os profissionais da limpeza pararam os serviços na última sexta-feira (1°), pois estão sem receber há quatro meses.

Internado devido a uma fratura no pulso, o engenheiro civil, Fábio Alencar, alerta que a situação do Hospital Regional em Rondonópolis é preocupante.

O paciente relata que faltam produtos de limpeza, e até curativos para os pacientes.

De acordo com a esposa de Fábio, Thais Bortoloso, em relato compartilhado no WhatsApp, eles tiveram inclusive que limpar o banheiro do quarto onde ele está internado.

“Eu gostaria de relatar algo muito sério, meu esposo fraturou o pulso e esta internado há 4 dias no hospital Regional de Rondonópolis, estamos limpando o banheiro e quarto pois não tem nem produto de limpeza. Não só isso, estamos trazendo medicamentos e curativos para os 4 internados no mesmo quarto que ele”, relata.

Além disso, ela conta que dois desses pacientes ainda não foram operados por falta de agulha para anestesia.

“Gente é um absurdo, triste e ridículo a situação que o Regional está. Nosso estado/município não pagam os funcionários, não mandam suprimentos, estamos preocupados com essa situação. No domingo nem luva as enfermeiras tinham pra fazer os curativos. Trouxemos pomadas, álcool e tudo que precisam pra fazer os curativos. E a limpeza veio somente uma mulher, pois ficou com dó dos internados. No entanto, teve que lavar os banheiros só com água porque não tem produto”, denuncia.

Em nota, a (SES) informou que está providenciando os materiais e que está sendo realizada a contratação de uma empresa especializada.

Além disso, a secretaria disse que o hospital está com uma dívida que ultrapassa a R$ 10 milhões e, por isso, tem médicos sem receber desde junho do ano passado e servidores que só receberam até o mês de novembro.

No entanto, afirmou que a atual gestão do hospital está empenhada na regularização dos pagamentos em atraso e no diálogo com os servidores.

O diretor do Sisma-MT, Jaime Vieira, avaliou que a situação do hospital é caótica e que o sindicato repudia esse tipo de atitude.

“Acompanhamos de perto e vimos que a situação está difícil. Tem pacientes e acompanhantes fazendo a limpeza do local. O governo precisa tomar uma atitude, pois dá para ficar nessas condições”, ressaltou.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram a situação do hospital.

O homem, que não quis se identificar, afirmou que não há nenhuma limpeza dentro da unidade.

Outra foto mostra um homem lavando um banheiro na ala de internação e limpando o chão de um quarto onde há pacientes internados.

A coordenadora odontológica Laryane Soares, que está desde sábado (2) acompanhando o filho de 14 anos que quebrou uma das mãos e vai passar por cirurgia, disse que está com medo de que o filho pegue uma infecção hospitalar.

“No quarto em que estou o lixo foi retirado, mas ficaram secreções e sujeira no chão. Estamos convivendo com esse odor insuportável. Se não há higienização, todos estamos correndo risco”, disse.

O Sisma também denunciou a falta de papel higiênico, papel toalha e materiais de limpeza em geral.
Além disso, com as de reforma e ampliação inacabadas, parte do hospital está tomado por poeira e materiais de construção.

Segundo a SES, a obra ainda está em fase de conclusão e não há previsão para o término da reforma. Já em relação aos materiais e medicamentos, o órgão reforça que todos os itens padronizados estão sendo fornecidos pelo hospital.