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Um problema ocorrido na iluminação responsável pelo balizamento da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Marinho Franco, em (215 km de Cuiabá), provocou o cancelamento do pouso de uma aeronave de passageiros e impediu que outra decolasse. O problema aconteceu na madrugada da última quarta-feira (13) e, de acordo com a direção do aeroporto, a chuva teria sido a causa do apagão nas luzes que balizam a pista de pouso.

De acordo com informações da Superintendência do Aeroporto, a falha no equipamento que sinaliza a pista de pouso teria impedido, mais precisamente, que um avião de passageiros pousasse na cidade às 12h35. O mesmo problema impediu que outro avião da mesma companhia aérea pudesse levantar voo da cidade, às 2h45.

A Superintendência do Marinho Franco informou que o balizamento da pista havia sido verificado às 23h e que a equipe técnica do aeroporto segue todas as normativas de manutenção preventiva, conforme determina a Agência Nacional de Aviação Civil (). O setor responsável pela administração do aeroporto disse acreditar que o defeito no equipamento tenha decorrido da chuva que caiu sobre a pista na noite da pane.

A falha do equipamento é vista com preocupação pela empresária Tânia Balbinotti, que faz parte do Grupo de em Prol de Rondonópolis, entidade da sociedade civil que tem acompanhado a situação do aeroporto. “O que aconteceu ontem foi um simples problema de falta de manutenção. O que nós sentimos, com relação ao aeroporto, é que ele precisa de uma administração profissional, mas a administração parece ser caseira. O que eu sei é que a fiação dessa iluminação da pista é antiga e precisava de uma revisão. Esse é um equipamento que não pode falhar e eu acho que isso aconteceu por conta da forma de administrar o aeroporto”, opinou.

“Centenas de pessoas foram prejudicadas por essa falha, pela falta de organização e planejamento, e tiveram que mudar completamente sua programação. Isso não acontece só com o aeroporto, mas em várias outras áreas também. Não há segredos para se administrar o aeroporto, é só cumprir as normas que têm que ser cumpridas, ter os funcionários necessários e um orçamento para administrar. Isso precisa ser revisto, para atender melhor e prestar melhores serviços aos cidadãos”, completou a empresária.

No entendimento da mesma, a solução para a situação do Marinho Franco é a privatização do mesmo. “No dia 15 de março ele vai a leilão e já sabemos que há várias empresas que demonstraram interesse em administrar nosso aeroporto. A nossa esperança é que ele seja passado para a iniciativa privada”, concluiu Tânia Balbinotti.

Resolução

Segundo o secretário municipal de Transporte e , Rodrigo Metello, o problema teria sido provocado por problemas na fiação da iluminação do equipamento de balizamento da pista de pouso e decolagens, o que já teria sido resolvido pelo órgão por volta do meio dia dessa quarta-feira (13) e os voos já foram todos normalizados.