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O número de vítimas fatais após o rompimento da barragem Mina do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, subiu para 58, segundo informou o Governo de Minas na noite deste domingo (27).

Há ainda 305 pessoas ainda desaparecidas, enquanto 192 foram resgatadas com vida até o sábado (26). Há vítimas hospitalizadas e desabrigadas.

“Não sabemos a quantidade de corpos ainda, mas os trabalhos estão sendo feitos. Por conta desse fato, vamos estender as buscas neste domingo”, afirmou o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais.

A Polícia Civil de Minas informou que 19 mortos já foram identificados.

O presidente da Vale, Fabio Schvarstman, disse estar “consternado” com o rompimento da barragem da mineradora e afirmou que não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata.

Um gabinete de crise da tragédia em Brumadinho foi estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente.

Em entrevista a uma rádio de Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o rompimento da barragem da cidade poderia ser evitado.

“A gente lamenta profundamente o ocorrido, a gente sabe que, a princípio, esse tipo de acidente pode ser evitado sim, nós temos só em MG em torno de 450 represas que acumulam esses resíduos aí que vêm da mineração”, afirmou.

Bolsonaro voltou a lamentar o rompimento de uma barragem e disse que gravidade do caso pode ser superior à esperada.

“Dado o ocorrido, lamentamos mais uma vez e há a possibilidade sim de ser mais grave do que se está pensando porque atingiu sim o reservatário de funcionários da Vale”, afirmou em entrevista à Rádio Regional de Brumadinho 87.9 FM.

Segundo ele, o desastre ocorrido em Mariana em 2015, quando uma barragem de mineração se rompeu, deveria servir de alerta para evitar novos casos.

“Ficaremos antenados 24 horas por dia para prestar informações, para colher informações também, de modo que nós possamos minimizar mais essa tragédia depois da de Mariana, que a gente esperava que não tivesse uma outra até por uma questão de servir de alerta aquela”, disse o presidente.

Ao ser indagado sobre o futuro da mineração diante do impacto ambiental da tragédia, Bolsonaro evitou listar culpados, mas disse que caberia à Vale “se antecipar a problemas”.

“A administração da Vale do Rio Doce não tem nada a ver com o governo federal. Apenas cabe a nós a fiscalização por parte do Ibama, que é um órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e buscar meios para se antecipar a problemas, mas esses meios partem primeiramente da empresa que executa a obra”, afirmou.

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