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Sete barragens enquadradas com risco de ‘Dano Potencial Associado Alto (DPA)’, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), terão fiscalização priorizada em Mato Grosso. As unidade estão instaladas na cidades de Barra do Garças, Brasnorte, três em Sorriso e uma na cidade de Lucas do Rio Verde. No total, em todo o país, serão 3.386 barragens que foram classificadas na Categoria de Risco (CRI) alto ou DPA.

O ‘pente fino’ sobre as condições desses empreendimentos foi anunciado pelo presidente Jair () no mesmo dia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em , nos arredores de , e a resolução que determina a fiscalização consta de publicação com data de hoje (30), em Diário Oficial da União.

Os órgãos e entidades de fiscalização terão 90 dias para apresentar as auditorias nos procedimentos e normas de fiscalização de de barragens e atualizar os cadastros desses empreendimentos no sistema nacional de informações. As vistorias nas barragens classificadas como “risco alto” ou com “dano potencial associado alto” devem começar imediatamente.

A unidade em Barra do Garças, conforme dados do Governo Federal, atua com a irrigação (Agroepecuária Fazenda Brasil). Já em Brasnorte com a aquicultura (Lorindo Inácio Burgue), a terceira unidade instalada na cidade de Sorriso pertence a Agropecuária Buriti e desenvolve ações no ramo de irrigação. Outra no ramo de aquicultura (cultivo de peixes) também tem sede em Sorriso e pertence a Gaspar Empreendimentos Agropecuária e Indústria e Comércio Ltda. Em Várzea Grande, a unidade  atua com a aquicultura e consta em relatório como sendo de propriedade de Igor César Davoglio. Em Lucas do Rio Verde  a unidade a ser fiscalizada pertence à Associação dos Pequenos Chacareiros da Microbacia do Córrego Lucas.  A terceira na cidade de Sorriso está em nome de Elcio Rosseto e também atua no ramo da aquicultura.

A barragem BR Ismael, localizada em Poconé (102 quilômetros de ), que está classificada em situação de alto risco, está interditada. Esta é a única em Mato Grosso que apresentou irregularidades e, por conta disto, teve de ser fechada. Ao todo, no Estado, são 67 barragens cadastradas.

A classificação das barragens quanto ao risco e ao dano potencial associado consta no Relatório de Segurança de Barragens produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Do total a ser vistoriado, mais de 200 barragens são utilizadas pela mineração. Destas, 70 são a montante de resíduos, mesmo modelo da barragem que se rompeu . Até a manhã de hoje, 84 mortes foram confirmadas e outras 276 pessoas continuam desaparecidas.

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