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Dois homens morreram e outras oito pessoas ficaram feridas durante um confronto armado na madrugada deste sábado (05), na fazenda que pertence ao ex-governador e ao ex-deputado estadual José Riva, localizada no município de Colniza (1.077 km de Cuiabá). A informação foi confirmada pela Polícia Civil do município e pelo proprietário da empresa de segurança do local, Unifort, João Benedito.

Na madrugada de hoje, os supostos invasores seguiram em direção à propriedade fortemente armados. Responsável pela segurança do local, da empresa Unifort revidaram as investidas dos suspeitos. Os membros da associação ainda teriam tentado atear fogo em uma caminhonete da empresa.

Segundo a Polícia Civil, oito pessoas deram entrada no Hospital Municipal de Colniza. Não há informações sobre o estado de saúde de cada uma das vítimas. Os corpos das duas pessoa que morreram ainda está na fazenda. Familiares aguardam do lado de fora em busca de informações.

A Polícia Judiciária Civil de Colniza se desloca para a propriedade rural onde ocorreu confronto armado. A Delegacia de Polícia de Colniza solicitou reforço da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, Ciopaer, da Secretaria de Segurança Pública, e peritos da de Cuiabá para realizar os trabalhos de local de crime e necropsia.

Veja vídeo do suposto início do confronto: 

O caso

A propriedade tem histórico de invasões. Em outubro de 2018 cerca de 200 pessoas armadas invadiram a propriedade. O Ministério Público Estadual vinha alertando sobre o risco de conflito no local. Na ocasião, o órgão encaminhou ofício ao de Mato Grosso informando a possibilidade de um conflito armado na região, por disputa de terras, e pedindo providências.

De acordo com o MPE, a Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), com aproximadamente 46 mil alqueires, vem sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram e uma invasão de grupo armado para tomar as terras à força está na iminência de acontecer.

O órgão já alertava que poderia ocorrer novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril de 2017, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte.

Na época do último alerta, o MPE apontou que o local contava com cerca de 200 invasores. “Embora oficiado ao governador do Estado, ao secretário de Segurança Pública, ao delegado de Polícia e ao comandante da Polícia Militar local, há informação de que na presente data (29/10/2018) houve a efetivação da invasão na propriedade rural por aproximadamente 200 pessoas, estando algumas delas na posse de arma de fogo”, ressalta o promotor de Justiça.

Confira abaixo a nota na íntegra.

A empresa Floresta Viva, em decorrência dos últimos fatos ocorridos em sua propriedade rural situada em Colniza-MT, esclarece:

1) A Fazenda Bauru desde sua aquisição sofre inúmeras invasões ilegais, onde a propriedade é destruída e crimes ambientais são realizados. Todas as invasões foram devidamente comunicadas ao Poder Judiciário;                                2) Os invasores insistem em desrespeitar as ordens judiciais, inclusive de afastamento dos limites da propriedade e, cometem toda sorte de crimes, como ameaça, crimes ambientais e etc. Tais ocorrências sempre foram devidamente comunicadas em tempo e modo as autoridades competentes;                            

3) Em razão das inúmeras invasões, a empresa contratou uma empresa de segurança privada, devidamente registrada  e previamente informada as autoridades, com a finalidade de proteger o local das inúmeras invasões;              

4)Infelizmente, no dia de hoje, empregados da empresa habilitada de segurança terceirizada privada, situada na Fazenda Bauru, sofreram uma emboscada realizada por terceiros, fortemente armados, que atentaram contra a vida dos seguranças e empregados da fazenda.

5) Lamentavelmente pessoas que se auto denominam trabalhadores rurais, mas que fazem parte de um grupo armado, novamente desrespeitando ordem judicial de reintegração de posse e de afastamento dos limites da propriedade, não somente atentaram contra a vida de pessoas como pretenderam com o uso da força, invadir a propriedade rural produtiva, para cometer crimes de toda ordem.

6)A empresa de segurança limitou-se a se defender no intuito de garantir a integridade física dos seus empregados.                               

7) A empresa Floresta Viva, imediatamente após o ocorrido, comunicou os fatos as autoridades competentes.

8) Igualmente, como em todas as ocasiões, a empresa Floresta Viva levará a situação ao Poder Judiciário para garantir a ordem e o cumprimento da lei.

9) Por fim, a empresa lamenta o ocorrido, externando sua preocupação com a vida e integralidade física de todos os envolvidos.

 

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