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O ex-secretário de Transparência da Presidência da República da Colômbia e testemunha-chave da investigação do caso no país, Rafael Merchán, foi encontrado morto nesta quinta-feira.

As causas de sua morte ainda não estão esclarecidas. Ele é a segunda testemunha do caso Odebrecht que aparece morta no país. A primeira foi Jorge Enrique Pizano, ex-auditor que morreu três dias antes de seu filho, Alejandro Pizano, também morrer, vítima de envenenamento.

Merchán iria depor no caso envolvendo Luis Fernando Andrade, ex-diretor da Agência de Nacional (ANI), no processo do escândalo de suborno da Odebrecht na Colômbia, acusado de interesse indevido na celebração de contratos, de ocultação, adulteração ou destruição de provas e de falso testemunho.

Merchán viajou para Miami no dia 18 de dezembro e a sua defesa afirmou que ele já sofrera ameaças.

A investigação analisa o contrato de concessão para a construção da rodovia Ruta del Sol II, concedido à Odebrecht e à parceira local Corficolombiana.

Merchán também foi testemunha de acusação em um processo contra o ex-governador de Sucre, Julio Guerra Tulena, tendo alertado sobre anomalias em uma licitação que beneficiou a empresa Aposucre.

Em decisão de primeira instância do começo de dezembro, a Justiça colombiana proibiu a Odebrecht de celebrar acordos com o governo por dez anos.