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O do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Souza Sorares, confirmou, que os cerca de 400 técnicos em enfermagem e enfermeiros do de (481km de Cuiabá), que estão com os salários dos meses de outubro e novembro atrasados, paralisaram as atividades, na noite da última quinta-feita (13). Estão sendo mantidos 30% do efetivo no trabalho de enfermagem e 50% nos atendimentos nas Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) e Central de Material Esterilizado (CME).

Sorares explicou que mesmo com a liberação feita pelo juiz Mirko Vincenzo Gianotte, da 6ª Vara Cível de Sinop, do valor de R$ 5,2 milhões, os pagamentos ainda não foram efetuados. “Com o desbloqueio o dinheiro foi para uma conta única do . Por conta disso, o Instituto Gerir não conseguiu honrar com os pagamentos. O dinheiro não foi liberado na conta da empresa para pagar os enfermeiros. Por isso, foi deflagrada a greve por não ter uma data definida para fazer o pagamento. O objetivo é forçar à Justiça a liberar esse valor o mais rápido possível. Pagando os salários acaba a greve”, afirmou o presidente do Sinpen.

Um documento notificando a direção do hospital sobre a paralisação foi entregue pelos profissionais na última segunda-feira. Constava que o motivo da greve é “devido aos inúmeros descumprimentos da legislação trabalhista e convenção coletiva de trabalho, em especial, salários atrasados há dois meses (valores não informados), cestas básicas, -alimentação e auxílio-transporte”.

Dos R$ 5,2 milhões que estavam bloqueados desde o dia 30 do mês passado, e que foram liberados pelo juiz Mirko Gianotte, a secretaria de Estado de Saúde (SES), disse que vai usar R$ 4,2 milhões para pagar os salários dos funcionários, que estão atrasados desde outubro, além de materiais básicos de consumo, e R$ 1 milhão será destinado para reforma que estava em andamento na unidade.

Anteriormente, Dejamir Soares, disse que o dinheiro liberado pela Justiça é suficiente para quitar o 13º salário dos funcionários do hospital. Segundo ele, a folha mensal é de R$ 700 mil.

O bloqueio de valores do hospital ocorreu após ação civil pública proposta em meados de outubro pela 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop contra o Estado, o Instituto Gerir, e a 4Health Serviços Médicos Ltda EPP. O Ministério Público alegou que o bloqueio serviria para garantir os pagamentos de todos os funcionários e a compra de insumos e medicamentos necessários ao funcionamento da unidade.

Consta nos autos que o Instituto Gerir atua na do hospital desde dezembro de 2017, e com a empresa a frente dos trabalhos, os funcionários da unidade passaram a reclamar de constantes atrasos nos salários. Por sua vez, o instituto alegou que o problema era decorrente de atrasos nos repasses por parte do governo.