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Sem condições de escoar sua produção, produtores de leite da Gleba estão sendo obrigados a jogarem fora grande parte do produto. O fato aconteceu na manhã da última quarta-feira(19), isso porque a ponte usada pela comunidade rural de pequenos produtores está sem condições de tráfego e o caminhão do laticínio que recolhe a produção na Gleba deixou de buscar o leite.

Leite sendo jogado fora na Gleba Rio Vermelho – foto: Divulgação

De acordo com o diretor executivo da Associação Nova Aliança, Nelsivon Silva Gomes, a situação já afeta cerca de 50 famílias de pequenos produtores, que dependem da comercialização da sua produção para sobreviverem. “Não é só produtores de leite que temos aqui. Tem também os produtores de gado de corte, de galinha, temos gente que planta feijão, mandioca e frutas. Estão todos sem ter como transportar sua produção para a cidade. Com essa ponte interditada, os prejuízos são muitos e vai prejudicar demais as famílias”, externou.

Segundo suas informações, a comunidade conta com um grande reservatório de leite, onde os produtores deixam o produto, que inclusive é resfriado, mas ele suporta apenas o equivalente a dois dias da produção da localidade. “Aí, quando o reservatório fica cheio, os produtores são obrigados a ordenhar e jogar o leite fora, pois senão dá mastite nas vacas e isso estraga o leite e pode até levar o animal à morte. Com isso, o pessoal está tendo que jogar fora cerca de dois mil litros de leite todos os dias”, informou.

A dita ponte fica na Linha 3 da Gleba Rio Vermelho, na região conhecida como Vale Encantado, onde vivem e produzem centenas de famílias de assentados. “Já faz tempo que cobramos uma solução para o caso dessa ponte. Inclusive, o prefeito veio aqui e se comprometeu pessoalmente a resolver isso, mas ficou só na promessa. Outro problema que isso nos traz é que muita gente está tendo que deixar seu carro na ponte e caminhar até seis quilômetros para chegar na sua propriedade. Os alunos da Gleba que dependem do transporte escolar para estudar estão todos sem aulas. A nossa comunidade está sofrendo com isso e essa situação não pode continuar desse jeito”, cobrou o líder da comunidade rural.

A ponte de madeira, sem nenhuma condição de uso e interditada, é a única via por onde a comunidade pode escoar sua produção – foto: Divulgação

A questão foi levada às autoridades municipais ainda em abril deste ano, sendo mês de agosto uma equipe da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) esteve no local para estudar a situação da ponte, mas nenhuma atitude foi tomada. Mais recentemente, o próprio prefeito Zé Carlos esteve reunido com a comunidade e prometeu uma solução rápida para o caso, mas novamente nada foi feito até o momento.

Segundo informações divulgadas pela prefeitura, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) estaria fazendo um levantamento das estradas vicinais da zona rural de e que onde forem detectados problemas graves, como da ponte da Gleba Rio Vermelho, vai trabalhar para resolver de forma mais ágil.

Mas, enquanto isso, a comunidade de produtores rurais continua isolada e amargando prejuízos financeiros.