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Gabriela Ximenes de Souza, 10 anos, morreu na manhã da última quinta-feira (6), uma semana após ser espancada por alunas na Escola Lino Vilacha, onde estudava, no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande.

Em depoimento emocionado, o pai de Gabrielly Ximenes, disse que a discussão entre elas começou dentro do local. “Uma delas disse para minha filha ‘Vou te deixar na cadeira de rodas'”, relatou Carlos Roberto.

A menina contou para o pai que a briga começou após uma das colegas xingar sua mãe de “prostituta”. Gabrielly.

Reprodução

O diretor da escola, Olívio Mangolim, informou que soube do caso somente depois. “O pai veio na escola, fez um relato do acontecido, que ocorreu fora da escola, cerca de uns 300 metros”, explicou.

Segundo o diretor, no dia do ocorrido, em 29 de novembro, a menina chegou a ser atendida por um professor de educação física, com formação de primeiros socorros.

“O professor estava em uma lojinha aqui próximo, contou que a menina levou uma ‘mochilada’, uma bolsada nas costas. Ele foi até a Gabriela e prestou os primeiros socorros até a chegada dos Bombeiros”, ressaltou.

Mangolim explicou ainda que antes do caso não chegou nenhuma notificação de briga entre as meninas suspeitas da agressão e a vítima.

“Em nenhum momento fomos notificados. Temos projetos na à violência dentro da escola, nós pensamos na prevenção. Não gostamos de chorar o leite derramado”, lamentou o diretor.

Gabriela foi encaminhada ao hospital e após ser atendida, recebeu alta para repouso em sua casa. Na manhã de quinta-feira (06), a criança sentiu muitas dores e foi levada à novamente, onde após complicações, morreu.

Segundo a assessoria da Santa Casa, no dia da agressão, a criança foi atendida e apresentou hematomas por pancadas nas costas, mas não foi constatado nenhum órgão interno afetado ou fratura visível. Ela recebeu contra infecção e foi liberada.

Após retornar ao pronto-socorro, a menina apresentou uma ‘infecção no quadril’ e foi encaminhada às pressas para a sala de operação. Quando ela já estava na sala para o procedimento, teve oito paradas cardíacas, vindo a óbito.

O caso foi registrado na delegacia de plantão do Centro, mas deverá investigado pela Especializada em Crianças e Adolescentes (Deaij).

Secretaria de Estado de Educação (SED) informou, por meio de nota, que está ciente de todos os acontecimentos e que, embora não tenha acontecido dentro do ambiente escolar, equipe está acompanhando o caso por intermédio da Coordenadoria de Gestão Escolar.

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