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Welington Gonçalves de Morais, padrasto do garoto Serginho, que ficou conhecido em todo o estado pela luta travada contra doença rara chamada de epidermólise bolhosa e que faleceu em julho deste ano, morreu na noite da última quinta-feira (13). Em novembro, a esposa dele e mãe do menino Rita de Cassia, também foi a óbito, por não ter suportado a morte dele.

Foto: Rogério Florentino

Uma amiga da família foi quem divulgou sobre a morte de Welington no Facebook: “O padrasto do Serginho, esposo da irmã Rita faleceu agora a noite. Faz poucos dias que a irmã Rita também partiu. Deixou nosso coração triste, que Deus console toda família e amigos”.

Welington tinha neurotoxoplasmose, uma infecção no cérebro que ocorre em pessoas com  baixa. Na quarta-feira (12) ele precisou ser internado e no dia seguinte não resistiu e foi a óbito.

Doença rara

A epidermólise bolhosa é um doença rara de pele, de caráter genético e hereditário. A principal característica da forma congênita é o aparecimento de bolhas, especialmente nas áreas de maior atrito, e nas mucosas. As lesões profundas podem produzir cicatrizes semelhantes às das queimaduras.

“Eu fui conhecendo a doença através do tempo, lendo e estudando. O nosso Estado mesmo é muito leigo neste assunto, não tem muitos capacitados para lidar com a doença. E é isso, cuidado, dedicação, amor, carinho e ajuda das pessoas. É um tratamento caro, se for colocar na ponta da caneta, gastamos quase R$ 15 mil por mês”, revela a mãe de Serginho.

Lição de vida

Serginho nasceu com uma doença genética rara e recebeu a sentença com apenas um mês de vida e desde cedo, mostrou-se ser um grande sobrevivente. Contrariando os , cresceu, lutou e inspirou muita gente, por meio de diversas palestras motivacionais. O menino nunca chegou a andar. Saiu do carrinho de bebê para uma cadeira de rodas e teve seu desenvolvimento afetado – e mesmo com sua doença, que causa a descamação da pele e, por consequência, maior sensibilidade, não se deixava esmorecer. Era fonte de alegria para quem o cercava.

A história do menino também é marcada por . Em razão das condições da família, Serginho, sempre querido na vizinhança, contava com ajuda da população para a aquisição de medicamentos e custeio de tratamentos. Serginho chegou a ser atendido em um hospital de , onde fazia radioterapia. No entanto, o alto valor do tratamento fez com que a família precisasse continuá-lo no Hospital Júlio Müller, em Cuiabá.

Além da epidermólise bolhosa, ele também contraiu um tumor no joelho e teve que amputar uma das pernas no ano passado. O momento trouxe tristeza. Mesmo sem nunca ter andado, ele sentia falta da perna, mas sabia que era o melhor, já que o membro lhe trazia dor. Em diversas entrevistas, Serginho se dizia grato pela solidariedade das pessoas. Dizia ser um garoto feliz e querido.

Ele morreu no dia 1º de julho, depois de ter complicações e ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Júlio Müller, e não resistir.

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