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Após o falecimento do cantor sertanejo Ramon Alcides Viveiros, 25 anos, na tarde da última sexta-feira (28), familiares decidiram doar os órgãos dele. O cantor foi atropelado em frente à boate Valey Pub em Cuiabá, na madrugada de domingo (23), com mais duas colegas. Uma delas morreu na hora. A outra luta pela vida. O trâmite de doação de órgãos deve demorar 48h e só depois disso poderá ser feito o sepultamento.

Reprodução

A informação foi confirmada, pela assessoria do Ministério Público Estadual, já que Ramon é filho do procurador de justiça em Mato Grosso Mauro Viveiro. O horário de velório e sepultamento do jovem ainda não foram divulgados.

A morte de cerebral de Ramon foi confirmada por seu pai. “É com o coração dilacerado, com uma dor indescritível que informo a todos amigos e irmãos que tanto se empenharam por sua salvação, que o nosso filho, amigo, cantor, que cantou e encantou durante 25 anos, vai cantar e encantar nos palcos superiores. Deus o convocou para sua orquestra. Agradeço o privilégio de tê-lo como filho e sido tão feliz com ele”, informou o procurador.

Ramon ficou seis dias internado na UTI em estado grave e com um traumatismo craniano que se agravou e o colocou em estado vegetativo. A espera de um milagre, parentes, amigos e pessoas próximas pediam em publicações orações em nome dele.

Além de Ramon mais duas jovens foram atropelados. A acadêmica de Direito Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, faleceu no domingo, e foi sepultada em Várzea Grande. A amiga Hya Girotto Santos, 21 anos, está hospitalizada. Ela passaria por uma cirurgia devido a gravidade do seu estado de saúde. Amigos estão se mobilizando em redes sociais para custear as despesas.

O caso

Myllena Inocêncio, 22, Ramon Alcides, 25 e Hya Girotto, 21, saíam da casa noturna Valley Pub na madrugada do último domingo (23), às 5h50, quando foram atropelados pela professora de biologia Rafaela Screnci, 33 anos.

De acordo com informações da Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), a condutora da caminhonete trafegava pelo sentido bairro-centro quando atingiu os pedestres. Eles foram socorridos pela equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Rafaela se negou a fazer o teste de bafômetro e foi encaminhada para o Instituto Legal (IML) para fazer exames clínicos e, em seguida, conduzida para Central de Flagrantes para medidas criminais e administrativas.

A suspeita ganhou liberdade na última segunda-feira (24) após passar por audiência de custódia. Conforme decisão do juiz Jeverson Quinteiro, Rafaela deve pagar fiança estabelecida em R$ 9,5 mil. Como medida cautelar, ela teve a Carteira de Habilitação (CNH) recolhida, deve comparecer mensalmente em juízo e se recolher rotineiramente nos períodos noturnos e aos finais de semana.

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