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A Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra deteu o suspeito do crime contra a agora já confirmada, Mariana Teixeira desaparecida no dia 5 de novembro.

Um adolescente de apenas 15 anos de idade é suspeito de ter matado a jovem no dia 05 de novembro de 2018 próximo a Rua 40 do Acapulco, em Tangará da Serra.

Repodução

O suspeito contou com riqueza de detalhes o que realmente aconteceu. Mariana foi degolada com uma faca.

O menor infrator já está apreendido na Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra. Ele mora a poucos metros do local onde o corpo da vítima foi localizado nesta quarta.

O chinelo de Mariana e uma faca, do tipo peixeira, usada para consumar o ato, foram localizados pela polícia.

O adolescente contou à polícia, depois de ser levado ao local onde o corpo foi encontrado, detalhes sobre como praticou o crime.  De acordo com Lázaro Ribeiro, investigador da PJC, o adolescente é frio e contou com frieza detalhes sobre o crime que cometeu.

“Ele disse que passou no CEJA Antônio Casagrande, viu a Mariana sentada, depois foi até a Praça [da Bíblia] onde ficou um bom tempo e ao voltar viu novamente a Mariana sentada, no mesmo lugar, ele chamou ela para acompanhar ele para fumar um ‘brau’ [cigarro de maconha] e levou ela para um lugar ermo, dizendo que ia mostrar uma arma para ela. Mas quando chegou no local, ele estava em posse de uma faca, tipo peixeira, ele deu um golpe no pescoço dela”, disse o investigador, informando que Mariana pediu por diversas vezes para o adolescente não a matar, mas foi em vão.

Ainda segundo Lázaro, após o crime, o adolescente voltou para casa tranquilo e se comportou como se nada tivesse acontecido. Da frente da casa, onde ele tomava tereré, era possível ver o ponto onde o corpo estava escondido.

“Após esfaquear ela por várias vezes, ele puxou ela pelo pé e levou para o matagal, onde ficou o corpo dela, pegou o chinelo dela e a faca ele jogou no mato e ficou tranquilo na casa dele. No outro dia de manha, ele voltou ao local do crime, pensou em enterrar o corpo, mas ficou com preguiça e deixou o corpo lá, voltou para casa e se comportou como se nada tivesse acontecido”, relatou Lázaro.

Mas a mãe viu que algo de estranho estava acontecendo porque ele estava muito agitado e nós também já estávamos investigando ele por causa da história do celular e ele acabou confessando”, informou Lázaro.

Quando foi apreendido, o menor disse que havia outra pessoa envolvida. A Polícia iniciou as rondas e somente à noite conseguiu encontrar a pessoa citada pelo menor, que foi liberada após depoimento como explica o investigador de polícia, Lázaro Ribeiro. “Ele fala que tem outras pessoas envolvidas e nós estamos investigando para ver se isso procede, porque a história dele não está batendo muito com o que ele conta. Só é verídico que ele matou Mariana. Localizamos a faca, o chinelo e a roupa que ele estava usando no dia. Ele conta detalhes do dia. Agora não sabemos se foi a mando de alguém ou se ele matou para roubar o celular que estava com ela”, frisa o investigador, que destaca várias vezes a frieza do suspeito. “Ele é muito frio, agitado, nervoso e não mostra nenhum pouco de arrependimento das coisas. Até agora não mostrou nenhum pouco de arrependimento”, revela.

Ainda conforme Ribeiro, ainda não há como descartar um possível outro envolvido e nem se houve premeditação. “Talvez premeditação não, mas acreditamos que talvez haja alguém por trás, maior, que ele não quer entregar com medo. Vamos novamente conversar com ele amanhã (hoje), para tentarmos descobrir, mas o crime está esclarecido, foi ele quem assassinou a Mariana”, garante o investigador.

Justiça buscará internamento para menor

Conforme Lázaro, o resultado se deve a junção de esforços de ambas as partes, inclusive da mãe do menor. “A mãe dele colaborou muito com a gente, ela não aceita esse tipo de coisa. Chorou muito com ele aqui e ficou muito chocada porque ele tem uma irmã que chama Mariana, então ela ficou muito chocada”, destacou.

Conforme o investigador a partir de agora os trabalhos seguem em busca de um internamento para o suspeito. “Ele é uma criança, adolescente de 15 anos somente, mas muito violenta que se for deixado em sociedade muitas outras coisas poderão acontecer pela atitude que ele tem e os atos que ele tem”, ressalta Lázaro.

Durante as conversas com a mãe do menor, a polícia foi informada que ele talvez pudesse estar sendo ameaçado e por isso, talvez esteja com medo de falar algo que tenha a mais. “Segundo a mãe dele, tem uma pessoa que vai na casa dele de moto e ele quando vê essa pessoa tem muito medo, mas ele não fala quem é. Nós também já perguntamos, mas ele não fala quem é essa pessoa, mas ele tem muito medo dela. Vamos continuar conversando com ele amnhã para ver se ele dá mais informações e se tem alguma coisa a ver com esse caso”, destaca o responsável pela investigaçao Lázaro Ribeiro.

Com desfecho trágido caso Mariana é elucidado

Após 17 dias de angústia, a família da jovem Mariana Teixeira de 21, anos recebeu na manhã de quarta-feira, 21, a informação de que um corpo havia sido encontrado na cidade. As informações começaram a circular por volta das 10 horas da manhã, quando um jardineiro solicitou a Polícia Militar no Acapulco, onde um corpo de mulher foi encontrado por ele. Apesar de somente a perícia poder confirmar categoricamente que o corpo seria da jovem, uma tatuagem e as vestimentas davam fortes indícios de que fosse realmente a jovem Mariana que havia desaparecido no dia 05 de novembro.

Reprodução

O corpo, que estava em avançado estado de decomposição, foi localizado pelo jardineiro Valdir de Oliveira, que passava próximo do local e sentiu forte odor.Em avançado estado de decomposição, não havia como afirmar que fosse o corpo da jovem, mas no final do dia, com a confissão do menor o caso foi elucidado.

No momento em que foi encontrado, o corpo não oferecia condições para saber a causa da morte que segundo o suspeito do crime foi por degola.

Tão logo o corpo foi encontrado, a Polícia Judiciária concentrou as buscas e no meio da tarde já havia chegado ao suspeito de cometer o crime. Apesar de uma junção de esforços, de amigos e familiares que estiveram no local fazendo buscas, inclusive com drone, a poucos metros do ponto em que o corpo foi encontrado, infelizmente somente na manhã de quarta-feira, 21 o corpo foi encontrado. A decisão de fazer buscas no local se deu pelo fato de outro corpo já ter sido encontrados ali. Foi da jovem Bárbara Suzan Ferreira, de 18 anos. O crime ocorreu no último dia 28 de maio, porém o corpo da acadêmica foi encontrado somente no dia 2 de junho, em um matagal, atrás da garagem dos Transportes Escolares, localizado no Jardim Acapulco. Segundo o suspeito, Elton Costa da Silva, mais conhecido como Pipoca, de 28 anos, acusado de estuprar, matar e roubar a vítima ela foi morta por esganadura e asfixia.