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Após várias altas consecutivas, o  em Mato Grosso ainda é o mais elevado do Brasil. Muito se especula a respeito da alta taxação de impostos no Estado, porém, a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR) aponta que as distribuidoras se aproveitam da situação para lucrar milhões com a falta de fiscalização e o “livre mercado” para este tipo de produto.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do botijão de 13 quilos ao consumidor mato-grossense chegou a R$ 80,19 em maio deste ano. A variação entre o preço mínimo (R$ 65) e o máximo (R$ 105) chegou a diferença R$ 40. Em Cuiabá, o último levantamento da ANP, realizado entre 28 de outubro e 3 de novembro, revelou um preço médio de R$ 94,69 pelo botijão.

Se levarmos em consideração o atual no Brasil (R$ 956,00), o trabalhador compromete 11% do seu salário ao adquirir um pelo valor de R$ 105,00.

O presidente da Asmirg, Alexandre José Borjaili, disse que as distribuidoras, de modo geral, lucram de forma “gorda” com a revenda pela falta de rigor nas fiscalizações e por conta do livre mercado.

“O problema nem são os impostos do Estado, mas sim o alto lucro das distribuidoras. Elas lucram uma fatia bem gorda por conta do livre mercado. Não há fiscalização rigorosa. Mesmo com o frete e com os impostos, o lucro das distribuidoras é muito grande”, destaca Borjaili.

Ainda segundo o presidente, uma solução seria a abastecimento de botijões de gás parcialmente, como carros abastecem em postos de gasolina.

“Uma solução foi a apresentada nessas eleições, de que o consumidor pudesse abastecer o parcialmente, como quem abastece um carro em posto de gasolina. Isso ampliaria a concorrência no mercado e, dependendo, o consumidor poderia comprar direto da Petrobras”, afirma.

A proposta foi feita por Regis Cavalcante (PPS), candidato derrotado ao cargo de deputado federal em Alagoas.

“A atuação dos órgãos reguladores do setor e demais autoridades precisa ser mais ativa na busca de soluções que contemplem o consumidor, com punições aos oportunistas e a garantia um mercado aberto, seguro e competitivo”, finaliza o presidente da Asmirg.