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No Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, bebês internados na UTI Neonatal do Hospital São Lucas, no município de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá), se transforaram em super heróis.

Reprodução

De acordo com a pediatra intensivista Sabrina Mendes de Carvalho, a ação, realizada em parceria com a prefeitura municipal e a Pró-Clin, encerrou a série de atividades desenvolvidas ao longo da semana e que remetem ao Novembro Roxo, mês temático criado pela ONU para conscientização da sociedade em relação à prematuridade. “Implementamos atividades com a nossa equipe, com as mães, com os bebês e fechamos com o projeto “Bebês Super Heróis”, relatou a médica.

Com a ajuda de voluntárias, as mães foram penteadas e maquiadas para, num momento de surpresa, se encontrarem com os bebês fantasiados. “As mães não sabiam o que ia acontecer, e isso foi muito importante porque elas vivem todos esses momentos conosco na UTI, às vezes são bebês com internações prolongadas, e a autoestima fica comprometida vendo o filho internado com quadro grave”, pontuou.

 

Greice Kelly Marques da Silva, mãe dos gêmeos Nicolas e Miguel

“A intensão do projeto foi de preparar as mães para tirar fotos com os bebês fantasiados, independente de peso e idade gestacional e deixá-las felizes ao vê-los vestidos de super heróis. E para nós, profissionais, é isso mesmo que eles são, porque são crianças que não estão preparadas para o mundo, mas que se desenvolvem de uma forma que surpreende até mesmo a equipe médica”, ressaltou Sabrina Carvalho.

 

Leilaine Rodrigues Cirino, mãe da pequena Cecília

Sabrina Carvalho contou que o Dia Mundial da Prematuridade é celebrado em mais de 50 países desde 2009 com o intuito de reduzir a mortalidade, a taxa de internação e a prematuridade. “No Brasil, cerca de 11,5% o que coloca o país no 10º no ranking de prematuridade e isso é muito preocupante”.

A data marca o Novembro Roxo. “Neste mês são realizadas várias ações em UTIS neonatais em função de conscientizar a população sobre o quadro de um bebê prematuro, riscos, meios de prevenção, além do desenvolvimento de e projetos acadêmicos com o intuito de reduzir as taxas de prematuridade e melhorar o atendimento desses bebês nas unidades de terapia intensiva”, detalhou a médica.

O roxo foi escolhido como a cor da prematuridade porque tem dois significados importantes que é a sensibilidade e a transformação. “E é isso o que acontece com os bebês prematuros. Eles se transformam às vezes de maneira inacreditável, lutando para poder viver”.

O médico intensivista Fábio Liberali, diretor do hospital, observou que a humanização nas UTIs neonatais é muito importante, principalmente porque eles se alimentam do leite materno e essa cultura da mãe ficar com o bebê é muito presente.

“Quanto ao tema prematuridade celebrada neste mês de novembro, foi criado porque muitas das patologias que geram o nascimento antes da hora de um bebê podem ser prevenidas através de um pré-natal bem feito, uso de alguns medicamentos e tratamento de algumas doenças da mãe. Então, a campanha serve para alertar que na maioria das vezes a situação é evitável e trazer à tona esse assunto”.

Liberali também destacou que o Novembro Roxo tem por objetivo não só trabalhar a conscientização para o problema, mas os avanços da terapia intensiva para este atendimento. “Cada vez mais crianças com menos peso sobrevivem ao nascimento prematuro pela tecnologia, pelos medicamentos, pelo cuidado. Hoje é comum crianças que nascem com 500 gramas sobreviverem e isso era bastante raro antigamente”, conclui.

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