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Luana Eufrásio, de 23 anos, morreu no último fim de semana na cidade de São João da Varjota, no Piauí. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, supostamente após ingerir um remédio para emagrecer.

Luana Raquel Eufrásio, estudante de administração, na cidade de Picos, chegou a UPA em estado grave sendo imediatamente atendida por toda equipe médica.

Segundo informações de familiares a amigos que estavam na UPA, Luana, há alguns dias vinha fazendo uso do medicamento Redufite, usado para emagrecer e que foi comprado pela internet.

Jovem gravou áudio antes de morrer falando sobre efeitos do remédio

A jovem Luana Raquel Eufrásio,  gravou um áudio pouco antes de vir a óbito, relatando para uma amiga os efeitos do remédio que havia comprado para emagrecer. Na gravação, a jovem declarou: “Eu quase morro, eu acordei sonhando, quando eu me deparei com uma zuada no meu ouvido […] quando eu me deparei eu estava no chão desmaiada, fui para o quarto toda gelada, joguei o Redufite fora, não quero mais não. Acredita? Meu coração está bem acelerado, e eu sonhando, quando eu notei estava no chão”, disse ela aos prantos.

O cardiologista Elisiário Cardoso relatou que o caso é grave e precisa ser apurado. “É mais um caso de jovens que interrompem suas vidas por conta do uso de substâncias desnecessárias, de substâncias que estão proscritas do receituário farmacêutico brasileiro, nós sabemos que essas medicações para emagrecimento, a grande maioria, contém algumas substâncias que são extremamente prejudiciais ao coração, todas aquelas medicações que estimulam o sistema nervoso central promovem uma série de arritmias cardíacas que levam a uma descompensação clinica que leva a pressão baixa, um choque cardiogênico e pode levar a morte, então é mais um caso. No nós temos inúmeros casos de jovens que infelizmente  morrem pelo uso dessas medicações, elas são vendidas de maneiras ilícitas, elas não podem ser comercializadas”, declarou.

Confira o áudio:

https://youtu.be/GkEiPRxLW9o

 

A automedicação é um hábito comum entre os brasileiros e apresenta diversos riscos à saúde, desde efeitos colaterais leves a consequências irreversíveis para o organismo. Quando a automedicação é feita com remédio para emagrecer, o risco de o paciente ter problemas graves triplica, já que a perda de peso inconsequente prejudica o corpo como um todo.

De modo geral, as pessoas que estão em busca desse tipo de remédio desejam um emagrecimento rápido e fácil, diferente de quem quer emagrecer de forma saudável, com dieta, plano alimentar e atividades físicas.

Os podem ajudar?

Os para emagrecer só podem ajudar se for por indicação médica para o tratamento, caso contrário, eles podem prejudicar extremamente o corpo.

Se funcionou para algum amigo, primo, vizinho, não quer dizer que vá funcionar no seu organismo. Por isso, é importante ter atenção e não ingerir nenhum tipo de medicamento sem o acompanhamento médico.

Cada pessoa reage de uma forma aos tratamentos, dietas e até mesmo às atividades físicas. Desta forma, é prudente nunca fazer nada por indicação de terceiros. Se você deseja modificar o seu peso, procure um acompanhamento nutricional.

A ingestão de para emagrecer traz riscos?

O emagrecimento só é válido se for saudável, caso contrário você estará somente prejudicando o seu organismo e, muitas vezes, perdendo energias e proteínas necessárias ao corpo.

Quando o uso de medicações é feito sem o acompanhamento profissional, esse emagrecimento é descontrolado, o que dificulta saber o que você está perdendo e o quanto isso está prejudicando a sua saúde.

Além disso, existem outros riscos como:

– Desenvolvimento de intolerância: quando você desenvolve intolerância por alguma medicação o corpo reage de diversas maneiras, o que pode aumentar o risco de crises alérgicas ou de fazer com que o remédio perca o efeito inicial.
– Dependência: grande parte desses remédios são controlados e, quando ingeridos sem orientação e de forma desregrada, podem causar dependência química e psicológica.
– Efeitos colaterais persistentes: dor de cabeça, diarreia, aumento da pressão arterial, irritabilidade, prisão de ventre, dor abdominal e náuseas são alguns dos efeitos colaterais comuns que podem aumentar o risco do desenvolvimento de doenças.
– Complacência: os pacientes acabam acreditando que somente o remédio é necessário para o emagrecimento, deixando de lado a alimentação saudável e a prática de atividades físicas, o que aumenta o risco de doenças e facilita o aparecimento de diversos efeitos colaterais.

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