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Após aproximadamente oito meses sem um magistrado fixo atuando em (a 387 km de ), os advogados do município se mobilizaram e fizeram o movimento #CadêNossoJuiz?. Eles pedem uma solução definitiva. O problema se arrasta há quase uma década por conta da constante substituição e troca de juízes no município.

Advogados se reuniram com o Poder Judiciário neste mês e cobraram a designação de um magistrado para atender a comarca. De acordo com a representante da OAB-MT em Tapurah, Ana Carolina Belleze, desde meados de março, quando ocorreu a transferência do juiz Fábio Pettengil, a cidade está sem magistrado. Isso porque em 16 de abril foi nomeado como titular o juiz Jorge Hassib Ibrahim, porém, ele foi designado a permanecer em até o fim do ano.

Durante uma reunião realizada no município há aproximadamente dois meses, o Poder Judiciário teria informado que não poderia mover o magistrado para a comarca onde foi nomeado como titular em razão do período eleitoral. Em 30 de agosto, o desembargador Rui Ramos, do , anunciou a criação da segunda vara na comarca.

Segundo Belleze, mesmo com o auxílio de outros quatro juízes da comarca de Lucas do , os processos estão se acumulando em Tapurah em razão da falta de um magistrado presente na comarca. Ela conta que alvarás levam até dois meses para serem expedidos e julgamento de liminares pode demorar até 90 dias. A advogada ainda narra que há quase dez anos a comarca sofre com a constante substituição de juízes.

Tramitam em Tapurah em torno de oito mil processos e a arrecadação da comarca tem média superior a R$ 700 mil mensais. Sem magistrado presente, a juíza Melissa de Lima Araújo tem acumulado as funções e despachando, uma vez por semana, em Tapurah, principalmente para a realização de audiências de custódia. (Com Assessoria)