Anúncios

A justiça eleitoral não irá impor a tradicional lei seca, que proíbe a venda de bebida alcoólica, em no próximo domingo (7), data das eleições gerais neste ano. A informação foi repassada ontem (2) pela juíza da 10ª zona eleitoral, Tatyana Lopes de Araújo Borges. São os estados e municípios que decidem sobre a proibição da venda e do consumo de álcool no dia da eleição, bem como sobre o prazo da chamada “lei seca”. Por isso, ela pode existir em algumas cidades e em outras não. “A lei seca não tem fundamento legal para ser deflagrada. Mas os eleitores também não poderão chegar alcoolizados nas seções de votação, pois em caso de má conduta ou tumulto poderá ser detido pelas autoridades policiais”, disse a juíza.

Tatyana Lopes de Araújo Borges, juíza da 10ª zona eleitoral: “os eleitores não poderão chegar alcoolizados nas seções de votação” – Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA

De acordo com a juíza eleitoral, os preparativos das eleições estão na fase de finalização. As urnas já foram lacradas, mesários treinados e, nesta semana, já está terminando a organização para o transporte de eleitores da zona rural e a requisitação de veículos dos órgãos públicos para a justiça eleitoral. Amanhã (4), a partir das 13 horas, juízes e promotores eleitorais vão se reunir com representantes das Polícias Civil e Militar para traçarem as estratégias de para o dia das eleições, inclusive as ações contra o derramamento de “santinhos” nos locais de votação. “Estamos em uma eleição atípica das demais e precisamos de mais atenção voltada à segurança pública”, externou Tatyana Lopes.

Além dos preparativos para as eleições, a juíza ressaltou a importância dos eleitores comparecem às seções de votações e escolherem seus candidatos. “Não votem branco e nem nulo. Aquele que votar branco ou nulo, não escolhe o candidato que é para governar, deixando para outras pessoas escolherem”, explicou.

A juíza eleitoral também fez um alerta de que, nas eleições deste ano, os eleitores poderão votar em dois dos 11 candidatos ao Senado. Conforme  já publicamos, as duas vagas em aberto para Mato Grosso no Senado são referentes ao término dos mandatos de oito anos de Blairo Maggi (PP), que se licenciou para assumir o Ministério da Agricultura. Hoje sua cadeira é ocupada pelo suplente de senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR). A segunda vaga é a do senador José Medeiros (Podemos), que era de Pedro Taques (PSDB), que renunciou para assumir o governo estadual no ano de 2014.

Nas eleições de outubro, a votação vai ser primeiro para deputado federal, com 4 dígitos; deputado estadual ou distrital, com 5 dígitos, senador (primeira vaga), com 3 dígitos; senador (segunda vaga), com 3 dígitos; governador, com 2 dígitos, e presidente, com 2 dígitos.