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Os profissionais da educação de Pedra Preta, que estavam em greve desde o dia 11 de setembro, decidiram aceitar a proposta da Prefeitura e suspender o movimento. Os 300 trabalhadores da educação municipal daquela cidade voltaram ao trabalho ontem (30), sendo que as serão retomadas hoje (31).

Ao todo, foram 46 dias sem na rede pública de educação, afetando 1,5 mil alunos distribuídos em 12 escolas da cidade, sendo seis na zona urbana e seis na zona rural. A paralisação chegou a provocar um protesto dos pais de alunos, inconformados com a suspensão das aulas por tanto tempo.

Entre as reivindicações atendidas para por fim a greve, a gestão de se comprometeu a enviar para a Câmara Municipal de Vereadores o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) até maio de 2019 e com todas as reformulações solicitadas, reajustar o piso salarial a partir de janeiro do próximo ano, incluir os profissionais de apoio e técnico no PCCS e pagar os valores retroativos a 2015 da elevação de classe, entre outros.

“A greve foi suspensa pela categoria mas, caso a gestão não cumpra com as promessas, a categoria volta a se reunir para decidir novas medidas”, avisa a da subsede do Sindicato dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) em Pedra Preta, Maria Eliete Leão de Arruda.

A decisão para suspensão da greve aconteceu na última segunda-feira (29), em Assembleia. O dia de ontem foi reservado para a limpeza e reorganização das escolas, conforme informado. Foram 33 dias do calendário escolar sem aulas, o que provoca mudanças na conclusão do ano letivo ainda em 2018.