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É incontestável que a prevenção é a melhor arma para o combate ao Aedes aegypti e às doenças transmitidas por ele, como a dengue, zika vírus, febre e febre amarela, nos ambientes urbanos. Mas quais ações são realmente eficazes nessa luta? Confira agora os mitos e verdades sobre o Aedes aegypti.

Mitos

  • Para eliminar os ovos do mosquito, basta esvaziar a água do recipiente.

Mito. Além de eliminar a água parada, é necessário lavar com água e sabão o local onde os ovos estavam, pois os mesmos podem resistir até mais de um ano sem água.

  • O Aedes aegypti pica somente durante o dia.

Mito. Embora o mosquito tenha hábitos diurnos, podem ocorrer picadas durante à noite, caso o Aedes seja privado de fonte de . Por exemplo, se ele estiver dentro de uma casa em que o morador passe o dia inteiro fora, as picadas podem ocorrer no período noturno, quando a residência estiver ocupada.

  • Se a água parada estiver suja, não há perigo da proliferação do mosquito.

Mito. O Aedes aegypti vem sofrendo um processo de adaptação biológica no vetor, portanto não é mais encontrado somente em locais com água limpa.

  • Todo mosquito Aedes aegypti nasce infectado pelas doenças que transmite.

Mito. De acordo com o blog da Saúde, do , “ele se infecta ao picar um ser humano em seu período de viremia, em que o paciente apresenta os primeiros sintomas, e geralmente dura uma semana”.

  • É possível distinguir a picada do Aedes aegypti da picada de um mosquito comum.

Mito. O incômodo da picada do Aedes aegypti é semelhante a de outros mosquitos, não sendo possível diferenciar apenas por observação.

  • O Aedes aegypti não chega a locais altos.

Mito. O mosquito prefere baixas alturas, no entanto pode chegar a locais altos, como coberturas de edifícios, por meio de elevadores e dentro de objetos.

  • Ar condicionado e ventilador impedem as picadas do mosquito.

Mito. Ambos apenas dificultam a entrada do mosquito.

Verdades

  • O Aedes tem fotofobia e, por isso se esconde em locais sombreados e/ou escuros.

Verdade. Dentro de casa, por exemplo, o mosquito comumente pode ser encontrado atrás da geladeira, de cortinas e guarda-roupas. A recomendação é manter a casa arejada, com as janelas abertas para ventilar o ambiente.

  • A fêmea do Aedes aegypti é a única que pica as pessoas e pode colocar até 500 ovos durante a vida.

Verdade. A fêmea é quem precisa do sangue humano para amadurecer os ovos e dar sequência ao ciclo de vida. Seu tempo de vida vai de um mês a 45 dias e, neste período, é capaz de picar até 300 pessoas.

  • A reprodução do mosquito é mais rápida no calor, porém a prevenção deve ocorrer também no inverno.

Verdade. Os meses mais quentes favorecem a reprodução, pois é mais chuvoso. Já durante o frio, a larva fica no estado de hibernação e eclode quando voltam as altas temperaturas, havendo a contaminação novamente.

  • Plantas e produtos caseiros a base de citronela, andiroba e óleo de cravo não são altamente eficazes contra os mosquitos.

Verdade. Os resultados não têm garantia, pois os efeitos são temporários. A Anvisa não aprovou e nem comprovou a eficácia destes produtos até o momento.

  • A água da piscina pode se tornar um criadouro do mosquito.

Verdade. A água com cloro e a água salgada funcionam como repelentes, no entanto, se a água não estiver bem tratada e com a concentração recomendada de cloro, o mosquito pode se desenvolver no local.

  • Água sanitária ajuda a combater as larvas.

Verdade. Ela pode ser usada em diversos criadouros, de acordo com o Ministério da Saúde.

  • A melhor forma de prevenção contra o Aedes é a remoção de criadouros.

Verdade. Na luta contra o Aedes aegypti é essencial a participação popular e a cooperação de todos os cidadãos no monitoramento e vigilância de seu próprio imóvel, além da conscientização das pessoas de seu meio social.

  • Repelentes e inseticidas devem ser utilizados como medidas extras.

Verdade. O ideal é vigilância constante nos possíveis criadouros do mosquito, pois os repelentes e inseticidades têm efeito temporário, atuando na prevenção das picadas, porém não na origem do problema: a água parada.