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O Centro Pastoral Para Imigrantes, em Cuiabá, já entrou em contato com a Embaixada da Venezuela no para agilizar os procedimentos em relação ao corpo de Francisco Javier Belizario Gomes, de 33 anos, morto no final de semana na Capital.

Francisco foi assassinado a facadas em uma briga de bar no Bairro Bela Vista, no sábado (29). O suspeito – seu compatriota B.A.G.R., 21 – foi preso em flagrante e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Francisco chegou à Capital no dia 4 de setembro e morava na casa, que acolhe os imigrantes em busca de uma vida melhor no Brasil.

“Ele era tão novo. Foi uma tragédia”, conta Eliana Aparecida Vitalino, coordenadora do Centro. Francisco era tido como uma pessoa participativa nas atividades da casa, que hoje acolhe cerca 110 pessoas.

Ele veio sozinho para o Brasil, com esperança de arrumar um e mandar dinheiro para a família na Venezuela, País que vive uma crise humanitária. Não conseguiu trabalhar de imediato, pois ainda aguardava a documentação necessária para exercer a atividade legalmente no Brasil.

De acordo com Eliana, Francisco deixa esposa e cinco filhos. O número de pessoas que cruzam a fronteira do aumentou devido à crise política e econômica que atinge a Venezuela no Governo de Nicolas Maduro.

O movimento migratório já é considerado caso de urgência em estados como Roraima, o que levou o Governo Federal tomar medidas de incentivam a interiorização dos imigrantes em outros Estados, com apoio técnico de agências das Nações Unidas (ACNUR e OIM).

De acordo com a matéria da Agência Brasil, desde o início do ano cerca de 1.303 imigrantes foram interiorizados no País. No último mês, 24 pessoas desembarcaram em Cuiabá. Todos os venezuelanos passam pelo processo de regularização migratória junto à Polícia Federal (PF). As solicitações  junto à PF são de refúgio ou de residência temporária.