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Um boato que se espalhou nas últimas semanas pela baixada cuiabana e outros municípios de Mato Grosso está deixando pais apavorados. As informações que circulam nas redes sociais apontam que homens e mulheres, aparentemente bem vestidos, em um carro branco, estariam sequestrando crianças para rituais de magia negra. A Polícia Civil, no entanto, descartou o fato e afirmou que não consta nenhum registro sobre rapto em e Várzea Grande. Os boatos também estariam circulando nos municípios de Vila Rica e Confresa, mas a PM também desmentiu as informações que estariam sendo compartilhadas.

Em uma das mensagens compartilhadas nas redes sociais, uma mulher afirma que um homem tentou raptar um menino no Bairro Jardim Vitória, região norte de Cuiabá. O post também diz que uma segunda pessoa conseguiu ver a situação e ajudar o garoto. Porém, não há registro da Polícia Civil sobre a tentativa de sequestro.

Outra publicação aponta bairro Jardim Florianópolis, duas em uma carro branco, se aproveitavam de algumas situações para pedir informações e na oportunidade, raptava crianças para rituais de magia negra. A mesma publicação também aponta um homem, em um carro preto, que estaria nas proximidades das escolas para também raptar crianças.

A Delegacia Especializada de Defesa da e Adolescente de Cuiabá (Deddica) realizou verificação preliminar e monitoramento junto ao Centro Integrado de Operações e Segurança Pública (Ciosp), e outras unidades policiais, para apurar a veracidade de informações que circulam em redes sociais sobre captura de crianças no bairro Jardim Florianópolis para rituais de magia negra. A Polícia Civil, afirmou que até o momento não consta qualquer registro oficial dessa natureza na região metropolitana.

Boatos

Ainda não se sabe a origem dos boatos, mas em 2015, a operadora de caixa, Francineide Freitas Leal, que morava em Várzea Grande, se mudou depois que montagens compartilhadas em redes sociais acusavam ela e o ex-marido de sequestrar e traficar crianças.

Reprodução

Francineide já recebeu ameaças pela internet e chegou a cortar o cabelo para não ser reconhecida nas ruas de Cuiabá, o que não adiantou. “Recebo ameaças nas redes sociais. É sempre algo como: ‘Vou te mostrar como é tirar o órgão de uma criança, vou fazer a mesma coisa com você. Se eu te pegar vou te matar'”, contou na época, ao G1/MT.

Para combater os boatos, Francineide acionou a polícia. “Essa pessoa tem que pagar, porque essa pessoa ajudou a destruir a naquele momento”, afirmou. De acordo com a Polícia Civil, é difícil descobrir a fonte exata do boato.