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Grupo de de Rondonópolis denuncia que a Polícia Militar se negou a acompanhar manifestação contra o candidato a Jair (), marcada para o sábado (29) às 8h, na Praça .

A regra — da Constituição — é clara: “Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas […] sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. A polícia também deve participar na programação e no acompanhamento de itinerários para a segurança da população e dos próprios manifestantes.

Apesar disso, a Polícia Militar da cidade informou, por e-mail, às organizadoras do evento, que não seria possível acompanhar o ato, pois eles receberam ordem de “cima” para não participar de manifestações políticas.

Reprodção

Rosana Brito, pedagoga e geografa, criadora e administradora do grupo #ELENÃORONDONÓPOLIS, afirmou que teme pela segurança de todas e por isso solicitou o apoio da política militar, que devem apenas garantir a segurança do cidadão, seu dever como servidor público.

O grupo já foi atacado por eleitores de Bolsonaro em uma rede social. Na semana passada, vários homens de vários estados, “agressivos e intolerantes”, entraram no grupo do criado por elas e enviaram mensagens de ódio.

“Como já fomos atacadas virtualmente por eleitores do Bolsonaro, tememos pela segurança do grupo, que pode ser atacado fisicamente. Prezamos pela segurança de todos os participantes, por isso solicitamos a presença das guarnições da PM. Para inibir possíveis ataques”, declarou Rosana.

Apesar de ter recebido o e-mail da organização da manifestação, o Comandante de Deus, informou por telefone, que não foram avisados, oficialmente, do evento e só depois da solicitação poderiam dar um retorno.

Em Cuiabá, a manifestação acontecerá na Praça Ulisses Guimarães, ás 16h. A redação do Muvuca Popular, depois de muitas tentativas, conseguiu confirmar, informalmente, com a Polícia Militar a segurança do ato. Segundo a assessoria, três viaturas farão a ronda.