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Rodrigo José Grasse, 32, foi preso na última quarta-feira (19) por voltas das 19h30, suspeito de participação na morte da estudante Késia Letícia França, de 14 anos, na cidade de (distante a mais de mil quilômetros de ). De acordo com a Policia Civil de Aripuanã (867 Km de Cuiabá), que responde pelo caso, Rodrigo teria dito as testemunhas que mantou a Késia a mando de outra pessoa.

Reprodução

O suspeito identificado como Rodrigo José Grasse, de 32 anos, foi detido após informar a família onde o corpo da Késia estava enterrado, Rodrigo foi levado por familiares da adolescente até o lixão para indicar o local da cova, porém ele fugindo do local.

Para a polícia, Rodrigo é o principal suspeito da morte da estudante, foi ele quem avisou a família que a adolescente estava enterrada em uma cova no lixão da cidade. Rodrigo ainda ameaçou a mãe e o padrasto de Késia, dizendo “Não importa se eu ficar 10, 15 anos preso, quando eu sair eu vou matar vocês.” contou a mãe da Késia.

De acordo com o delegado Alexandre Nazareth, o suspeito nega a todo momento que tenha envolvimento na morte da adolescente, porém os depoimentos das testemunhas não deixam duvidas em relação a participação do Rodrigo no crime, “Uma testemunha chave relatou ter visto o Rodrigo no lixão um dia depois do sumiço da Késia, além disso ele ameaçou várias pessoas na cidade e teria contado para algumas delas que recebeu um dinheiro para cometer o crime” contou.

Bastante abalada, a mãe conta que a filha estava vestindo a mesma roupa que usava no dia do desaparecimento, e pelo avançado estado de decomposição do corpo, o Perito Criminal informou que a vítima aparentava ter sido enterrada a cerca de onze dias, ou seja, ela nunca esteve em uma festa de rodeio em Aripuanã (867 Km de Cuiabá) conforme algumas pessoas relatavam terem visto. Ao que tudo indica, Késia foi morta no mesmo dia que desapareceu.

Rodrigo acusa um Policial Militar de ter encomendado a morte da Késia. De acordo com a mãe da adolescente, em 2017, Késia foi vítima de violência sexual cometida por um Policial Militar dentro de uma viatura da polícia em Colniza. O policial foi afastado do cargo após a justiça acolher o pedido do do Estado de Mato Grosso (), Késia teria confirmado o abuso por parte do policial. Para o delegado, nenhuma hipótese está descartada, mas todas as linhas de investigação levam a crer que um caso não tem nenhuma ligação com o outro e que o suspeito está apenas tentado tirar a culpa de si para colocar em outra pessoa utilizando o passado da vítima.

Uma outra adolescente afirmou ter sido ameaçada por Rodrigo e que ele teria falado que se ela contasse para alguém ele faria com ela o mesmo que fez com a késia. Ela fez o reconhecimento do Rodrigo assim que os policiais mostraram a dele. O conselho tutelar foi acionado e a adolescente foi encaminhada para prestar depoimento. Rodrigo está preso na delegacia da Polícia Civil, as investigações sobre o assassinato da adolescente seguem sob sigilo.