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Setembro é o mês mundial de do suicídio, chamado também de . O assunto, que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação. Com o intuito de desmistificar o assunto e ajudar na prevenção ao suicídio a Vida Diagnóstico e Saúde realizou na última sexta-feira (14), palestra sobre o tema, na sede da clínica, em .

O encontro foi comandado pela médica psiquiatra, Lisbeth Campolin e pela psicóloga, Larissa Slhessarenko, e abordou assuntos como de que forma o paciente chega a pensar em suicídio, o que passa pela cabeça, quais os fatores que leva uma pessoa a pensar em suicídio e o que se pode fazer para ajudar.

Segundo a psicóloga a melhor forma de tratar o assunto é conversar, desmistificar o suicídio, falar sobre transtornos mentais para que as pessoas não tenham preconceitos. No a cada 32 minutos uma pessoa comete suicídio, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Ouvir a queixa de alguém e não banalizar é importante e a pessoa que ouve um relato de pedido de ajuda precisa levar adiante, procurar um médico. A campanha tem um papel importante, pois traz uma visibilidade para uma questão de saúde pública”, pontuou Larissa Slhessarenko.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 92% dos comportamentos suicidas estão relacionados a transtornos mentais. Os mais comuns são os transtornos de humor: bipolaridade, o abuso de substâncias e a esquizofrenia.

“Além dos transtornos mentais está associada ao suicídio uma desesperança em relação ao futuro, a um sofrimento mental muito grande e uma dificuldade de lidar com as situações”, apontou Lisbeth Campolin.

A psiquiatra complementou que é importante não ignorar quando a pessoa diz que não tem mais vontade de viver e deu algumas dicas de como identificar os sinais de mudança no comportamento de um ente querido, amigo ou até mesmo o próprio. “É preciso ficar atento a outros sinais como: tristeza persistente, postagens relacionadas a suicídio ou depressão profunda nas redes sociais, perda de interesse em atividades que antes davam prazer, alteração no sono, entre outros”, apontou Lisbeth.

Larissa Slhessarenko destacou ainda que é essencial a aproximação das pessoas. “Fundamental que nos aproximemos das pessoas, principalmente o circulo primeiro, família e amigos, prestar atenção, ouvir, olhar e perceber. Além disso, levar uma vida saudável, em comunidade, ter um emprego, participar da família como um todo, tratar uma doença vital quando aparecer, é uma forma de prevenir o suicídio”, explicou.