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Uma lagoa cristalina, que durante período de seca tem a coloração azul e, em épocas mais chuvosas muda de cor e fica verde. Alguns acreditam que, há milhões de anos, foi formada através do rompimento de placas tectônicas. Outros, que se abriu com a queda de um meteoro. Existem outras dolinas espalhadas pelo mundo, mas poucas delas têm tantas histórias para se ouvir ou contar.

Cercada de lendas e mistérios, o lugar é lindo e o nome gera uma série de curiosidades fomentada por populares. Água Milagrosa, cicatrizante, água sem fundo, ponto energético, esconderijo de alienígenas ou um portal para outra dimensão.

A Dolina Água Milagrosa é considerada como um dos melhores locais para mergulho de Mato Grosso e está a 40 km do Centro de Cáceres e a 234km de .

Ao inclinar o corpo para ver o lago, os olhos só alcançam 60 metros, mas o máximo que os mergulhadores chegaramé a 185 metros de profundidade.

Só é permitida a entrada na água com coletes de proteção e, para ir mais fundo, só com cilindro, o certificado de curso para mergulhadores. Em 2013, o lugar ganhou repercussão pelo mundo, após ser cenário de um casamento embaixo da água com direito a reportagem do Fantástico na Rede .

Reprodução

Localizada dentro de uma fazenda com acesso pela MT-341, sentido Barra do Bugres, recebe turistas para visitação, almoço, mergulho e hospedagem. Talvez, a Dolina Água Milagrosa faça mesmo jus ao nome, porque a sensação é que todos os pecados são pagos na escadaria para chegar até ela, que soma 157 degraus.

Entre ditos populares e o que a ciência explica

Com o decorrer dos séculos, pessoas acreditam que a água do local foi tida como  milagrosa, pois refugiados escravos das fazendas lavavam as feridas nas águas, que logo cicatrizavam.

A água tem temperatura amena em pleno meio dia, que é quando o sol atinge o centro da lagoa. No centro de uma plataforma de madeira, é preciso notar a depressão circular e os paredões com pouca vegetação, ricos em calcários cársicos, que segundo pesquisadores tem propriedades cicatrizantes.

A reportagem desce junto com uma família que relata ir de forma freqüente ao local, uma mulher abaixa e enche uma garrafa de água, sem mergulhar, faz a coleta e pouco tempo depois de apreciar retorna as escadas e vai embora.

Segundo Marcelo Castrillon Cebalho, um dos proprietários da fazenda que respondeu a reportagem por telefone, o lugar já recebeu inúmeros pesquisadores e visitantes do mundo todo. “A fazenda está a algumas gerações com a família e é um lugar preservado. Não sabemos se a água é mesmo milagrosa, nem se foi refúgio para os escravos, mas recebemos muitos pesquisadores”, salienta.

A visita e a matéria sobre Dolina Águas Milagrosas fecha série de reportagens Velho Oeste pantaneiro.

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