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Em declarações anteriores, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) tinha a visão de que ia esperar a definição de padronização do e que tinha planos de começar a leiloar frequências em 2020. No entanto, a história do 5G está esquentando, e agora a agência está considerando antecipar isso para 2019.

Segundo a Agência Brasil, o conselheiro da Anatel Leonardo de Morais informou que, “após testes de convivência e interferência até agosto” do ano que vem, será possível pensar em um cenário em que o ocorra no segundo semestre.

De modo geral, o 5G pode oferecer velocidades de download de 10 a 20 vezes mais rápidas que o 4G, que, no Brasil, pode chegar a 45 Mbps.

Os tais testes citados por Morais são necessários, pois a agência considera vender a faixa de 3,5 GHz, que atualmente é utilizada para a transmissão do sinal de aberta via parabólica. Um dos testes inclui substituir um dos componentes das parabólicas que pode mitigar as interferências nesse espectro.

Ainda que em grandes centros a maioria das pessoas use TV a cabo ou sinal de TV , a agência estima que pelo menos 20 milhões de domicílios assiste à TV aberta via sinal de parabólica.

Por parte das operadoras, existe grande interesse em iniciar a implementação do 5G. Além da oportunidade mercadológica, a quinta geração de móvel pode agilizar aplicações de realidade virtual e de internet das coisas.

Por parte das fabricantes de chips, as coisas têm andado bem. As principais companhias já contam com modems para a , e a previsão é de que aparelhos lançados nesse fim do ano já estejam habilitados. A Anatel cita ainda que o interesse das operadoras locais “tem sido acima das expectativas”.

Resumindo: está tudo conspirando para que, já no ano que vem, tenhamos testes mais sérios de 5G no Brasil e, quem sabe, uma operação piloto em algumas regiões da quinta geração de internet móvel.

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