Anúncios

O diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de (Sindipetróleo-MT), Nelson Soares Junior, afirmou que a situação nos postos de combustíveis do Estado está à beira do caos.

Ele acredita que, a partir desta sexta-feira (25), se esgote todo combustível de Mato Grosso, o que vai colocar vidas em risco. A declaração foi feita em entrevista à Capital FM nesta manhã.

A escassez é consequência da dos motoristas de caminhão que ocorre em todo País desde segunda-feira (21). A foi convocada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) contra o aumento do .

No entanto, desde a manhã de ontem (24) os postos de Cuiabá e do interior estão praticamente sem etanol, gasolina ou diesel para vender.

Os estabelecimentos em que ainda são encontrados os produtos estão com filas gigantescas de veículos. Porém, apesar disso, Soares afirmou que Cuiabá é uma das poucas cidades que ainda têm postos abertos.

“Realmente a situação beira o caos. É o que a gente vai passar a perceber nesta sexta-feira. Nós acreditamos que até hoje seca todo mundo e não tem mais combustível para o final de semana”, disse.

“Até onde é do nosso conhecimento, não houve abastecimento dos postos. Então na medida em que os produtos vão acabando, não tem como repor e os postos vão sendo fechados. Cuiabá está numa situação mais privilegiada que o interior do Estado, porque já tem várias cidades em que não há mais nada de combustível. Em Cuiabá, apesar das filas, ainda tem alguma coisa”.

O risco a partir de amanhã passa a ser de vidas. Você passa a ter desabastecimento de hospitais, de ambulâncias, das viaturas de polícia e aí a coisa começa a tomar outro sentido

O diretor do Sindipetróleo prevê que a situação piore e reflita também em outros setores, colocando vidas em risco.

“Até agora a agente pode contabilizar prejuízos financeiros das atividades econômicas que dependem de combustíveis ou dependem dos insumos que são transportados e que ainda não chegaram. O risco a partir de amanhã passa a ser de vidas. Você passa a ter desabastecimento de hospitais, de ambulâncias, das viaturas de polícia e aí a coisa começa a tomar outro sentido”, afirmou.

Apesar da preocupação, o sindicato ressaltou que é solidário à manifestação dos caminhoneiros.

“O nosso posicionamento é de apoio ao movimento, inclusive endossando toda a solidariedade que a população está dando, porque esse movimento acaba engrossando a voz da sociedade brasileira, que não agüenta mais impostos.

“O governo não entendeu que tem que parar de gastar e ‘arrumar a casa’, porque só jogar para população pagar mais tributo chega uma hora que não dá mais. Eu acredito que esse movimento tem tido um espectro muito maior do que só o combustível”, concluiu.

Cobrança indevida

Desde que começou a escassez de combustível nos postos de Cuiabá, o Procon Estadual instaurou uma investigação preliminar para apurar se houve elevação de preços de forma abusiva e/ou sem justa causa.

Nelson informou que a categoria não compactua com esse tipo de atitude e condena quem estiver seguindo por este caminho.

“O revendedor que se aventurar por este caminho, ele tem que ser punido como manda a lei. Porque se aproveitar de uma situação em que toda a população está sofrendo, e você ainda vem querer se aproveitar da situação acho que é uma atitude imoral e que deve ser punida. Nós não compactuamos com este tipo de atuação”, ressaltou.

Conforme o Procon, para o etanol há um entendimento no Judiciário mato-grossense de que o percentual de lucro entre o valor pago à distribuidora e o repassado ao consumidor deve ser de no máximo 20%. Para os demais combustíveis, é preciso fazer um comparativo entre o valor cobrado antes do aumento e o novo preço praticado, analisando as justificativas para a elevação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.