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Uma fazenda com área total de 18.179 hectares, de propriedade do produtor mato-grossense de José Pupin, que já foi considerado o “Rei do Algodão”, será levada a leilão no próximo dia 18 de junho. O lance inicial é de R$ 349 milhões.

O leilão online é resultado de um processo de execução de uma dívida de R$ 100 milhões contraída por Pupin junto à Metropolitan Life Insurce Company (MetLife), uma das principais de serviços financeiros do .

A propriedade foi dada como garantia a empréstimos realizados pelo produtor com a empresa americana.

Segundo o edital publicado pelo Tribunal de Justiça de , o leilão – realizado pela Arena Leilão – terá início às 10h do dia 18, com término às 10h do dia 20 do mesmo mês.

Caso o bem não seja arrematado, haverá uma segunda praça a partir do dia 20 às 10h, com lance inicial mínimo de R$ 210 milhões, com término no dia 10 de agosto, às 10h.

A Fazenda Marabá III fica localizada em (140 km de Cuiabá), na MT-140.

Dívidas acumuladas

O megaprodutor rural enfrenta dificuldades com seu grupo empresarial, que está em processo de recuperação judicial.

O grupo JPpupin, que declarou dívidas de R$ 898,2 milhões, é composto pelas empresas Armazéns Gerais Marabá Ltda., Marabá Agroindustrial e Nutrição Animal Ltda., JPupin Indústria de Óleos Ltda., JPupin Reflorestamento Ltda., Marabá Construções Ltda. e Cotton Ltda.

A recuperação judicial do grupo foi autorizada no ano passado pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 1ª Vara de Campo Verde (134 km de Cuiabá).

O empresário alega que passa por um momento de crise financeira em razão da alta nos custos de produção, aumento das dívidas em função da valorização do dólar, diminuição no preço das commodities no mercado internacional, escassez de crédito no mercado nacional e o aumento significativo da taxa de juros bancária.

A recuperação teria o objetivo de proteger a estabilidade da empresa e manter os empregos até que seja superada a crise “que o grupo tem vivenciado”.

A fazenda Marabá III não está incluída no processo de recuperação judicial, pois foi adquirida como bem pessoal registrado no nome de Pupin e sua esposa, e não no grupo empresarial JPpupin.

Pupin, no entanto, tenta que a Justiça inclua a propriedade no processo.

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