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Ao todo, 44 moradores ainda não foram localizados após o desabamento do prédio no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, informou o Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (2). Não se sabe se eles estavam ou não no edifício durante o acidente.

Bombeiros continuam combate a focos de incêndio no prédio que desabou em São Paulo – : Reprodução/

Dentre essas pessoas, há uma desaparecida: trata-se de um homem que estava sendo resgatado no momento da queda do prédio. Um que tentou retirá-lo disse que, se tivesse mais 30 ou 40 segundos, teria conseguido salvá-lo. “Ele dizia: ‘Me tira daqui por favor’, e eu respondi: ‘Calma, confia em mim’”, lembra o sargento Sargento Diego.

O prédio era ocupado por 372 pessoas, de 146 famílias, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com a prefeitura, 320 pessoas foram cadastradas como desabrigadas após o desabamento e 40 delas buscaram atendimento na assistência social.

Buscas e outras ações

Ainda de acordo com o major Max Schroeder, o trabalho dos bombeiros vai ser concentrar em três frentes: o rescaldo e o resfriamento do local para evitar outros focos de incêndio, as buscas pelo desaparecido, que já duram quase 30 horas, e a liberação de algumas vias da região. Uma retroescavadeira estava sendo usada para retirar alguns escombros do local.

Nas buscas, as equipes de resgate usam câmeras instaladas em . Elas são capazes de detectar calor e reconhecer a temperatura da pele humana, localizando, assim, alguma pessoa com sobrevida.

Os bombeiros tentam desligar a energia por completo, porque fios da rede elétrica da área são aterrados. Nesta terça, o trabalho de busca foi interrompido para que a Eletropaulo pudesse desligar a energia, mas ainda há suspeitas de que os escombros estejam energizados. “Estamos buscando uma caixa de energia da Eletropaulo”, afirmou o tenente Guilherme Derrite.

Os bombeiros devem levar 48 horas para começar a mexer na estrutura do edifício, e a estimativa é que os trabalhos no local durem ao menos uma semana.

MP investiga

Após o desabamento, o de São Paulo reabriu a investigação sobre as condições estruturais do prédio. A promotoria de Habitação e Urbanismo chegou a pedir, em 16 de março deste ano, o arquivamento do inquérito após a Defesa Civil vistoriar o prédio de 24 andares e afirmar que não havia risco estrutural na edificação.

O arquivamento havia sido pedido pelo promotor Marcus Vinicius Monteiro dos . No documento, ele mencionava que “não foram constatadas anomalias que implicassem riscos naquela edificação, embora a instalação elétrica estivesse em desacordo com as normas aplicáveis, assim como o sistema de combate a incêndio”.

A Defesa Civil fará vistoria em 70 imóveis ocupados em São Paulo para saber em que condição estão.

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