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Seis dias após o diagnóstico de aneurisma cerebral, um menino, de 11 anos, morador de Barra do Garças (521 km de ), espera por uma vaga na Unidade Intensiva de Tratamento (UTI), enquanto isso, está internado em um quarto do Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck. A família já conseguiu uma determinação judicial após a defensora pública Kamila Lima, entrar com pedido de liminar numa ação ordinária contra o Estado e o Município, na noite de sexta-feira. Ambos os envolvidos foram intimados às 20h59 do mesmo dia, mas até o momento, a determinação ainda não foi cumprida.

A defensora informa que ficou a tarde desta segunda-feira em busca de uma UTI para o garoto, sem sucesso, e afirma que o caso é grave. “Entramos em contato com todos os hospitais de Cuiabá e de outros municípios maiores e nenhum deles tem vaga em UTI pediátrica, com neurocirurgião. Já estamos procurando em Goiânia (GO), pois ele precisa passar por uma avaliação de um neurocirurgião que poderá indicar o tratamento, se operação, se tratamento medicamentoso. E até agora essa aguarda na fila por esse atendimento. Mesmo diante da gravidade do caso, o Estado não indicou a vaga”, conta na nota enviada pela Defensoria.

Kamila explica que, diante do descumprimento da ordem judicial, tentou entrar com pedido de bloqueio no valor de R$ 150 mil do Estado, mas o bloqueio só é possível durante o expediente bancário. Ela conta que foi procurada pela mãe do menor depois que o hospital comunicou que não havia vaga de UTI para a criança. “Ela disse que o filho reclamou de fortes dores de cabeça e que esse sintoma foi seguido de vômitos na quinta-feira. Ao levar ele para o Pronto Socorro, os médicos detectaram que ele estava tendo hemorragia cerebral moderada e o internaram para aguardar uma vaga de UTI. Mas até o momento, não conseguimos, mesmo após determinação da Justiça. Enquanto isso, o quadro dele pode se agravar, inclusive, com risco de óbito se não tiver tratamento adequado, que é o que está acontecendo”, explicou.

A mãe de Fernando ainda informou que o filho sofreu uma queda há três anos e que suspeita que ela tenha deixado sequelas. Ela está desempregada e não tem a quem pedir auxílio, que não ao Estado.

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