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O prédio da antiga Delegacia de Defesa da Mulher, localizado na Rua Coronel Peixoto, no Centro de , está abandonado há três anos e virou abrigo para usuários de drogas, gerando insegurança aos comerciantes da região.

De acordo com os empresários, a maioria dos estabelecimentos comerciais da região já foi alvo de furtos e roubos e constantemente medidas são adotadas para aumentar a .

O patrimônio pertence ao estado e foi fechado para reforma em 2015, mas acabou não sendo reformado por falta de recursos financeiros, segundo a .

À época, a Delegacia de Defesa da Mulher foi transferida para a Rua Joaquim Murtinho, também no Centro de Cuiabá.

De acordo com o relojoeiro Enedino Ferreira da Costa, de 65 anos, a loja onde ele trabalhava na mesma rua da antiga delegacia foi roubada cinco vezes e, por causa disso, a proprietária decidiu fechar as portas do estabelecimento.

“Depois que a delegacia fechou, a segurança acabou. Fiquei desempregado depois de nove anos trabalhando no local. Eles entravam pelo telhado para roubar e depois da instalação de grades furaram a parede e levaram tudo o que tinha na loja”, contou.

Medidas

Em nota, a Secretaria Estadual de Gestão (Seges) informou que montará uma força-tarefa para limpar o local e instalar tapumes para que os moradores de rua não voltem a invadir o prédio.

A pasta informou ainda que será solicitado o apoio da para a retirada dos moradores de rua do local, bem como abrir espaço para o funcionamento de outro órgão público naquele imóvel.

Sobre a reforma, a Seges informou que o prédio estava sob a responsabilidade da Polícia Civil, a quem caberia dar andamento na reforma. Por sua vez, a Polícia Civil afirmopu que o imóvel não foi reformado por falta de recursos e, por causa disso, foi entregue à Seges há cerca de um ano.

“Optou-se pela devolução do prédio e locar um novo para instalação da Delegacia da Mulher. Enquanto o prédio ainda estava no patrimônio da PJC foram tentadas por diversas vezes manter o imóvel fechado, mas em todas as vezes moradores de rua invadiam o imóvel. Diante da impossibilidade de reforma foi devolvido ao estado”, diz trecho da nota.

Medo e insegurança

Conforme relatos dos comerciantes, os estabelecimentos não ficam abertos depois das 19h por causa do aumento de usuários de drogas circulando pelo local.

“O fim de tarde é mais perigoso, o odor é muito forte, não dá para ficar aqui. ‘Homens estranhos’ se sentam na calçada e ficam observando as lojas. Eu tenho muito medo”, disse uma comerciante, que não quis se identificar.

Segundo a vendedora Lucimar Ferreira, de 41 anos, moradores do prédio frequentavam o comércio onde ela trabalha para pedir dinheiro.

“Sempre dava a eles algumas moedas, mas começaram a se aproveitar, então paramos. Uma semana depois, entraram aqui e roubaram”, disse.

Mesmo diante de grades, alarmes e cercas elétricas, os criminosos encontram formas para invadirem as lojas.

“Usamos sistema de alarme, mas não adianta. Eles cortam os fios e ainda levam para vender, sempre dão um jeito. Nunca vejo carro de polícia passando por aqui, estamos a mercê dos bandidos”, reclamou.

Além dos comércios roubados, frequentadores do prédio abandonado arrombaram carros de clientes e roubaram pertences das vítimas, segundo os comerciantes.

“O movimento diminuiu, porque os clientes estacionavam o carro para fazer compras e, quando voltavam, os marginais já tinham roubado o carro deles”, explicou.

Incêndio

Em 2016, houve um incêndio no prédio. O fogo foi controlado pelo e ninguém ficou ferido.

De acordo com a comerciante Elyonai Fernandes, o prédio foi incendiado por usuários que frequentavam o local.

“Na época, uma policial que trabalhava no local contou que armas e documentos ficaram no local após a mudança. Depois do incêndio, policiais voltaram para buscar as armas, que estavam escondidas, mas a maior parte dos documentos já havia sido destruída pelo fogo”, contou.

Segundo a comerciante, essa não foi a única vez que o local foi tomado pelo fogo.

“Os usuários brigam entre eles e acabam causando pequenos incêndios”, disse.

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