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Mato Grosso possui 243.452 crianças e adolescentes de zero a 14 anos vivendo em situação de pobreza, ou seja, com renda de até meio . No país, são mais de 40% meninos e meninas na mesma faixa etária sobrevivendo em condições semelhantes, o que representa 17,3 milhões de jovens. No Estado, o percentual é de 31,8%.

Dados como estes fazem parte do “Cenário da Infância e da Adolescência no ”, levantamento divulgado ontem (24) pela Fundação Abrinq. O estudo relaciona indicadores sociais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (), compromisso global para a promoção de metas de desenvolvimento até 2030, do qual o Brasil é signatário junto a outros 192 países.

Os índices relacionados a Mato Grosso mostram ainda, que do total, há aquelas crianças e adolescentes (5%) que se encontram na faixa da pobreza extrema. São 38.090 meninas e meninos com menos de 1/4 de um salário mínimo para sobreviver.

Os números referem-se ao ano de 2015, quando o salário mínimo federal correspondia a R$ 788,00. No país, as regiões norte e nordeste são as com os piores índices, onde, 54% das crianças e 60%, respectivamente, não têm condições suficientes para se manterem de forma adequada. “Algumas metas (ODS) certamente o Brasil não vai conseguir cumprir, a menos que invista mais em políticas públicas voltadas para populações mais vulneráveis. Sem , fica muito difícil cumprir esse acordo”, avaliou Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. “Se não houver um investimento maciço em políticas sociais básicas voltadas à infância, ficamos muito distantes de cumprir o acordo”, completou.

No Estado, o levantamento mostra ainda que 161.477 famílias recebiam o “Bolsa Família”, em 2017. O número é menor que, em 2016, quando 164.105 eram beneficiárias do programa federal.

A mortalidade infantil é outro problema que faz parte da realidade brasileira. No caso de Mato Grosso, taxa é de 13,8 para 1.000 nascidos vivos, incidência que está acima da nacional, que é de 12,7% para 1 mil nascidos vivos. O cálculo deriva da relação entre o número de óbitos de crianças menores de 5 anos, a quantidade de nascidos vivos durante o ano e em determinado geográfico, multiplicado por mil. Os dados são do ano de 2016 são preliminares e representam a situação da base nacional em 19 de setembro de 2017.

Outra questão é da gravidez precoce. Do total de bebês nascidos, em 2016, no Brasil, 17,5% foram de mães adolescentes. Em Mato Grosso, foram registrados 10.036 partos de mães antes dos 19 anos. Em continuidade às condições enfrentadas por essas gestantes, o Ministério da Saúde indica que quase um terço das mães (32,2%) não fazem o pré- adequado, indo menos de sete vezes ao durante a gravidez.

As crianças recém-nascidas seguem com baixo acesso ao aleitamento materno e a alimentação de qualidade. Em 2017, 18% das crianças encontravam-se em situação de desnutrição, enquanto 12,5% da população de 0 a 5 anos tinha a altura baixa ou muito baixa para a sua idade.

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