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Policiais federais fazem duas operações para combater fraudes no INSS (), nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro.

Cerca de 300 agentes estão cumprindo nove mandados de prisão preventiva e 51 mandados de busca e apreensão em endereços das regiões metropolitana e dos Lagos.

A primeira delas, denominada Sepulcro Caiado visa cumprir 32 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva nos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Paracambi, Araruama, Sepetiba, Niterói, São Gonçalo, Cabo frio e Rio de Janeiro (capital). Todos foram emitidos pela 10° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Nessa ação, a polícia investiga a atuação de uma organização criminosa que contava com a participação de um servidor do INSS na produção e na utilização de documentos falsificados que eram utilizados para a obtenção de referentes ao sistema previdenciário.

Além deste, outros dois servidores do instituto, um deles já demitido, participavam das fraudes. Estima-se que mais de 80 benefícios sejam suspeitos, com os prejuízos podendo chegar a R$14 milhões de reais.

Operação Anjos

Na segunda operação, chamada Anjos, a PF (Polícia Federal) investiga uma quadrilha especializada em fraudar pensões, que atuava desde 2015. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão, ambos nos municípios de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro (capital). Todos foram emitidos pela 6° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O grupo criminoso criava casamentos entre pessoas já falecidas, gerando beneficiários fictícios para receber pensões do INSS. Estima-se que o grupo, integrado por advogados, falsificadores e empresários, tenha desviado R$ 12 milhões da Previdência. Seu líder, um ex-servidor do instituto que também é advogado, já havia sido demitido, mas permanecia atuando nas fraudes.

As ações são parte de investigações da Força Tarefa Previdenciária do Rio, que é formada pela PF, pelo MPRJ ( Federal do Rio de Janeiro) e pela COINP/INSS (Coordenação de Inteligência da Previdência Social).

Segundo a Polícia Federal, as duas operações foram deflagradas simultaneamente pelo fato de compartilharem provas entre si.

 

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