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A decisão do (TJMT), que determinou a rescisão antecipada do contrato de arrendamento do Hospital Jardim Cuiabá, localizado em bairro de mesmo nome, na capital mato-grossense, pode trazer ainda mais impactos a já grave situação da Saúde, em Cuiabá. Se a unidade realmente precisar fechar as portas, mesmo que temporariamente, outras unidades deverão absorver estes pacientes.

A situação liga um alerta na Saúde de Cuiabá e também de Várzea Grande. Isso porque os outros hospitais deverão absorver os pacientes que não tiverem mais o Hospital Jardim Cuiabá como opção. O fato pode gerar superlotações, filas e ainda mais demora no atendimento. A situação pode ser igual na rede privada e pública.

Foto: Rogério Florentino Pereira

Vale lembrar que, com esta decisão, a unidade perderá todos os seus convênios, incluindo o MT Saúde, além do contrato com todos os seus fornecedores, entre outros pontos. “A outra empresa não tem um funcionário, administrador, , terá que contratar todas as pessoas. Ao que sabemos, não tem convênios com Unimed, MT Saúde e cadastro para aquisição de medicamentos, que é exigido pela Anvisa”, explicou o advogado Alex Ferreira, que faz a defesa do hospital, ao Olhar Direto.

Marinei de Andrade, que é funcionária pública e usuária do hospital, disse ao Olhar Direto que: “eu gosto do atendimento daqui, que é viável. Para estar indo para outros hospitais, não tem como. Muitas vezes fica longe, você tem os que conhece há anos aqui. Precisam pensar na população. Não tem para onde a gente ir. Aqui é um dos únicos que atende o MT Saúde, imagina a situação, o paciente vai para onde?”.

Conforme o apurado pela reportagem, o Hospital Jardim Cuiabá faz 300 atendimentos no Pronto Atendimento (PA) e recebe 30 internações por dia. A situação tem causado pavor nos 670 funcionários, que temem perder os seus empregos. Segundo o advogado da atual , as rescisões podem alcançar cifras milionárias.

O presidente do Hospital Jardim Cuiabá, Arilson Arruda, apresentou uma versão oposta do que foi afirmado pela empresa Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda, que deve reassumir a gestão do hospital. Segundo o médico, a empresa ainda não apresentou nenhuma certidão de regulação de funcionamento. Já a atual gestão, afirmou que tem condições de reassumir e possui os documentos necessários para o funcionamento regular.

O juiz Yale Sabo Mendes fixou aluguel no valor de R$ 1 milhão para o uso dos equipamentos da atual gestora do Hospital Jardim Cuiabá pela empresa Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda para que o atendimento não seja prejudicado. Mendes também proibiu a atual gestora de recolher os equipamentos após a rescisão do contrato.

Nas redes sociais, funcionários do hospital estão se mobilizando em uma corrente: “Devemos nos unir em prol do interesse comum que é a saúde e sobrevivência da instituição Jardim Cuiabá. Vamos apoiar e lutar pela permanência da atual diretoria, dessa forma estaremos também brigando pelos nossos interesses, pelos nossos empregos e pela continuidade de um serviço tão bem prestado a sociedade”, diz trecho do texto.

“Que sejamos multiplicadores de uma corrente do bem maior, o nosso hospital precisa de cada um de nós! O Dr. Fares dá a vida por esse lugar e Dr. Arilson sempre acreditou em cada um de nós. Agora é a nossa vez de acreditar no hospital. Então, União é a palavra de ordem, pois juntos teremos a retribuição pelo que tanto acreditamos e batalhamos toda manhã ao acordar! Contamos com todos vocês”, aponta outro trecho.

A empresa Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda, que deve reassumir a gestão do Hospital Jardim Cuiabá após a rescisão do contrato de arrendamento com a atual gestora, afirmou que não haverá demissão em massa e também que nenhum dos mais de seis mil pacientes e usuários serão prejudicados. A empresa afirmou que tem condições de reassumir a gestão e possui os documentos necessários para o funcionamento regular.

Ao final da nota a empresa ainda repudiou a atitude da atual gestão, que teria “deturpado de forma pública e irresponsável a realidade dos fatos”.

Veja a corrente que está sendo disseminada por funcionários:

Queridos amigos e colaboradores do HJC nesse momento difícil não podemos esmerecer, desanimar e nem desistir.

Devemos nos unir em prol do interesse comum que é a saúde e sobrevivência da instituição Jardim Cuiabá.

Vamos apoiar e lutar pela permanência da atual diretoria, dessa forma estaremos também brigando pelos nossos interesses, pelos nossos empregos e pela continuidade de um serviço tão bem prestado a sociedade.

O HJC é um Hospital Acreditado porque nós colaboradores acreditamos nele e lutamos por isso todos os dias.

Portanto não vamos desistir!

Eu sei que a noite é escura, mas também sei que logo ao amanhecer o sol volta a brilhar. Sejamos ainda mais otimistas que tudo vai dar certo.

Espalhem uma mensagem de apoio e otimismo aos demais colaboradores, dissipem o apoio maciço à atual gestão.

Que sejamos multiplicadores de uma corrente do bem maior, o nosso hospital precisa de cada um de nós! O Dr Fares dá a vida por esse lugar! E Dr Arilson sempre acreditou em cada um de nós.

Agora é a nossa vez de acreditar no hospital.

Então, União é a palavra de ordem, pois juntos teremos a retribuição pelo que tanto ACREDITAMOS e batalhamos toda manhã ao acordar! Contamos com todos vocês!

Força, Fé e Coragem.

#acreditamosnohjc

Leia a nota da atual gestão:

Em respeito aos nosso clientes, o Hospital Jardim Cuiabá vem a público esclarecer que uma liminar do Tribunal de Justiça determinou a rescisão antecipada do contrato de arrendamento, vigente há quinze anos e a devolução do imóvel em 30 dias.

O Hospital lamenta essa decisão pelos seguintes motivos: tem cumprido rigorosamente o contrato; acabara de receber uma certificação de qualidade, fruto do trabalho de 670 colaboradores, que agora têm seus empregos ameaçados; com a saída da empresa que hoje faz a gestão, o Hospital passa a operar somente com a estrutura e equipamentos arrendados em 2003, perdendo ainda todos os seus convênios, incluindo o MT Saúde, o alvará sanitário, a certificação de qualidade e o contrato com todos os seus fornecedores.

Entendemos que essa decisão traz inúmeros complicações e prejuízos aos prestadores e à sociedade, mas o Hospital Jardim Cuiabá se compromete a atender com a mesma qualidade até o dia 19 de abril, quando terá de cumprir a decisão.

Leia a nota da Importadora e Exportadora Jardim Cuiabá Ltda:

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