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O empresário Guilherme Dias, mandante do assassinato do personal Danilo Campos, em novembro de 2017, em Cuiabá, teria recebido informações sigilosas da Polícia Civil durante o curso das investigações. A situação foi exposta pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, na última terça-feira (10). Por conta do fato, o magistrado intimou o corregedor geral da Polícia Civil, delegado Jeset Arilson Munhoz de Lima.

“Durante as investigações no inquérito policial foram colhidas informações de acesso e compartilhamento indevidos de documentos sigilosos constantes nos Autos de Prisão Temporária código n° 502578, o que, em tese, configuraria a prática do delito previsto no art. 10 da Lei n° 9.296/1996”, diz trecho da decisão.


Os vazamentos seriam referentes aos mandados de prisão preventiva dos acusados. Por conta disto, cópias dos documentos foram encaminhadas para a Corregedoria da Polícia Civil, que deverá adotar os procedimentos necessários e o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso ().

A assessoria de imprensa informou que “a Corregedoria da Polícia Civil informa que acabou de receber os documentos encaminhados pelo Poder Judiciário, que serão devidamente apreciados. Mas, à princípio, na documentação não há nenhuma informação de vazamento por parte de membros da ”.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrências, o fato ocorreu em uma distribuidora no bairro Duque de Caxias por volta das 21h20 do dia 8 de novembro. Quando chegaram ao local os policiais encontraram a vítima já caída ao chão.

Populares disseram aos militares que viram dois homens em uma motocicleta alta se aproximarem e o garupa efetuar os disparos contra Danilo.

A DHPP foi acionada e o caso é conduzido pela delegada Alana Cardoso. Na tarde do dia 14 de novembro o suspeito havia sido identificado, no entanto teria fugido. Ele saiu de sua casa em um condomínio em por volta das 10h47 do dia 14, e depois disto não foi mais visto.

A polícia apurou que Guilherme Dias de Miranda, o mandante do assassinato, usava documentos falsos para se esconder, junto com Walisson. A esposa de Guilherme chegou a ser presa, mas foi solta por colaborar com a polícia.

No último dia 9 de março, cerca de quatro meses após o crime, Guilherme e Walisson foram presos em uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso com a de São Paulo. Os dois estavam com passagens compradas para fugir do .

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