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Uma estudante de agronomia morreu nessa quarta-feira (20) no Pronto-Socorro de , com suspeita da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta o sistema nervoso e causa a perda de movimentos do corpo. Amanda Soares de Oliveira Silva, de 20 anos, passou 44 dias internada.

Amanda Soares de Oliveira Silva, de 20 anos, ficou mais de 40 dias internada (Foto: Facebook/ Reprodução)

A jovem cursava agronomia na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em da Serra, a 242 km da capital.

O pai dela, Valdecir Soares, afirmou que a filha sentia fortes dores nos braços e pernas e sentia dificuldades para se equilibrar.

“Ela tinha dores nos braços e pernas e um dia foise sentar no sofá e caiu porque perdeu os movimentos”, disse.

A família tentou realizar o tratamento da jovem em Tangará da Serra, no entanto, não havia um especialista na doença que atendia pelo Sistema Único de (SUS).

“Eu perdi a minha filha porque não tinha nenhum médico que atendia pelo SUS. Ela poderia estar aqui comigo, caso houvesse um neurologista”, reclamou.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que ela morreu por complicações da síndrome.

O secretário municipal de Saúde, Itamar Bonfim, disse que o município não possui médicos neurologistas, mas alegou que o encaminhamento ao Pronto- Socorro da capital foi feito corretamente.
Segundo Itamar, não tem previsão para contratar novos médicos especialistas para atender pelo SUS.

A Guillain-Barré é uma doença neurológica considerada muito rara e afeta o sistema nervoso. O principal sintoma é a fraqueza muscular. A paralisia pode começar pelos pés e subir pelo corpo, chegando até o rosto. Em casos mais graves, pode afetar o diafragma e levar à morte.

A doença costuma aparecer após um quadro de infecção. O organismo reage e produz anticorpos para se proteger. Porém, no caso da Guillain-Barré, os anticorpos atacam a mielina, a membrana que reveste as fibras nervosas, de acordo com o médico Lidioney Siqueira.
 

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