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Parte dos funcionários dos Correios, como carteiros, atendentes e Operador de Triagem e Transporte (OTT) de entraram de greve na manhã desta segunda-feira (12). De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), A paralisação que começou na noite deste domingo (11), é parcial, ou seja, parte das agências estão abertas.

De acordo com o balanço da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que engloba 31 sindicatos, mostra que a paralisação atinge os estados de Mato Grosso, Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, , , Pará, , Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo (regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Santos e Vale do Paraíba). Além do Distrito Federal. e Amapá estão em estado de greve, segundo a Fentect. Isso quer dizer que a qualquer momento os sindicatos podem decidir pela paralisação.

A Decisão do TST

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, na tarde desta segunda-feira (12), mudanças no plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. A partir de agora, os servidores da estatal passarão a pagar mensalidade proporcional ao salário e ao número de dependentes para manter o convênio. Além disso, os pais dos funcionários da empresa precisarão ser excluídos do plano em julho de 2019.

Além dos próprios empregados, seus cônjuges, filhos e pais são incluídos como beneficiários da Postal Saúde, criada para gerir diretamente o convênio dos empregados. Diversas tentativas de acordo foram feitas entre a diretoria da empresa e os sindicatos. Como não houve entendimento entre as partes, o assunto foi à julgamento no TST.

O Tribunal decidiu manter pais e mães no plano de saúde dos empregados até junho de 2019, quando uma nova negociação entre a empresa e os sindicatos terá início. A única ressalva feita foi para o caso em que os familiares estiverem em tratamento para doenças graves, que poderão continuar no plano.

Os funcionários da estatal também precisarão pagar, a partir da data de publicação do julgamento, uma mensalidade para a Postal Saúde. O valor será proporcional ao salário e ao número de dependentes incluídos no convênio.

O TST também alterou as regras de coparticipação, que é um percentual das consultas e procedimentos que o funcionário divide com a empresa. Segundo o ministro do TST Aloysio Corrêa da Veiga não poderá haver cobrança de coparticipação para internação. O limite para as demais cobranças, consultas e exames, por exemplo, será de dois salários para funcionários da ativa e três salários para aposentados.

Reivindicações dos funcionários

  • alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários
  • cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde
  • suspensão de férias a partir de abril para carteiros, atendentes e operadores de cargas
  • redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa
  • extinção do cargo de operador de triagem e transbordo (responsável pelo processo de tratamento e encaminhamento de cartas e encomendas)
  • fechamento de mais de 2.500 agências próprias por todo o
  • não realização de concurso público desde 2011 e planos de demissão voluntária que reduziram o número de funcionários.

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