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A Prefeitura de Tapurah, a 414 km de , afirmou que abriu uma sindicância para apurar a denúncia feita por uma paciente contra o Júlio Cesar da Silva, que atuava como cirurgião e ocupava o cargo de diretor-clínico do Hospital Municipal até quarta-feira (21). Luciana dos Santos Barbosa Lima, de 36 anos, acusou o profissional de realizar uma cirurgia nela sem autorização.

Luciana dos Santos Barbosa Lima denunciou médico por fazer cirurgia sem o consentimento dela (Foto: Arquivo pessoal)

O caso teria ocorrido no último dia 13. Segundo o secretário municipal de Saúde, Marco Antônio Felipe, após a reclamação feita pela paciente, outras duas pessoas também fizeram denúncias contra o médico na pasta. O

De acordo com o município, todas as cirurgias eletivas na unidade foram suspensas por 30 dias para apuração dos fatos. Além disso, a sindicância aberta deve apurar o que ocorreu e a responsabilidade do caso, bem como averiguar os procedimentos cirúrgicos realizados pelo hospital durante os anos de 2017 e 2018.

A Secretaria de Saúde de Tapurah afirmou que deve encaminhar o relatório final da sindicância ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), órgão que tem competência para apurar a atuação do médico. Além disso, o contrato mantido pela prefeitura com o profissional investigado foi rescindido na quarta-feira.

“Em que pese não ter sido concluída as diligências necessárias para a apuração dos fatos, e estarem suspensas as cirurgias no Hospital Municipal, sendo os casos de urgência e emergência encaminhados aos hospitais de referência, a prefeitura rescindiu o contrato com o profissional médico envolvido nas reclamações”, diz trecho da nota.

Cirurgia sem autorização

Segundo Luciana Lima, sob pretexto de retirar um ponto de uma ciruriga anterior, que estaria inflamado, o médico realizou uma cirurgia nelea sem informá-la e sem o consentimento dela. A paciente disse que questionou o médico, diversas vezes, se uma operação seria necessária, ao que ele teria negado em todas as ocasiões.

“Eu pedi a ele pelo amor de Deus para não ser cortada. Ele me disse para relaxar e garantiu que eu não seria cortada”, afirmou.

A paciente denunciou ter acordado horas depois em um quarto do hospital, com 12 pontos na região da barriga e, segundo ela, em momento algum o médico a procurou para explicar o que havia acontecido e ver como ela estava.

“Eu saí com a minha barriga ainda muito inchada, mandei tirarem o soro e fui atrás dele. Eu gritei com ele, perguntei por que ele me abriu. Ele me disse: ‘tive dúvida do que você tinha, por isso abri, vi que não tinha nada e fechei’. Eu que devia ter dúvidas, que era a paciente, não o médico”, reclamou.

Luciana procurou a Delegacia da Polícia Civil, onde registrou um boletim de ocorrência, no dia 16 deste mês, e disse que também formalizou denúncia no Ministério Público Estadual (MP-MT) e na Secretaria de Saúde de Tapurah.

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