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O preço do litro do etanol hidratado está assustando os motoristas de e Várzea Grande ao ser encontrado por até R$ 2,99, valor muito próximo do recorde de R$ 3,04 apurado pelo Diário no início de 2016. Depois de algumas semanas de promoções, quando o mesmo combustível podia ser comprado por até R$ 2,14, o valor de bomba acelera, impondo diferenças que chegam até a R$ 0,85 por litro. O valor promocional mais ‘barato’ – com vendas apenas em dinheiro ou cartão de débito – afixado nessa semana foi de R$ 2,57 o litro.

A elevação dos preços espanta especialmente os motoristas que trafegam em Cuiabá e Várzea Grande, acostumados a valores de bomba mais acessíveis e às promoções, que nos últimos dias, tornaram-se raras entre as duas cidades.

Na prática esse ajuste pesa no bolso dos consumidores nesse fechamento de mês. Uma abastecida de 50 litros, média para a famosa ‘tanqueada’, por R$ 2,99 o litro, custa R$ 149,50. Com o litro a R$ 2,57, o desembolso final chega a R$ 128,50 e a R$ 2,14 o litro, a ‘taqueada’ fica R$ 107. Entre o maior o menor valor, cada tanqueda pode representar uma economia ou uma despesa extra de R$ 42,50. Mesmo com o teto de R$ 2,99, a maior parte dos postos revendedores tem comercializado o litro a R$ 2,89, outros fixaram o litro em R$ 2,79 e ainda a R$ 2,67.

Ontem pela manhã, o administrador de empresas Paulo Ícaro Vernes, estava aproveitando o preço promocional de R$ 2,57 para ‘tanquear’ o e aproveitar o feriadão sem a preocupação de abastecer ou procurar preços mais acessíveis. “Mesmo havendo a exigência de pagamento em dinheiro, na maioria das promoções que eu já encontrei, compensa você ir ao banco, sacar e economizar no posto”. Ainda compartilhando a sua ‘experiência’, Paulo dá a dica: “Se você tiver dinheiro no banco, vale à pena sacar e deixar reservado. Se passar por uma promoção, para e abasteça”.

Março, em Mato Grosso, é um mês que via de regra, marca o início da moagem da nova safra de cana-de-açúcar e assim, passa a ser também o início da desaceleração dos preços, pressionada pelo período entre uma safra e outra. Até o final de abril, todas as dez usinas em atividade no Estado deverão estar operando e colocando o novo biocombustível no mercado, o que reduz o preço pela maior oferta. O segmento produtivo destaca que Mato Grosso não tem, na prática, a chamada entressafra, porque mesmo com a paralisação das usinas entre outubro e novembro, existem estoques que asseguram o suprimento, além da opção de se produzir etanol do milho, o que aumenta a oferta até o início da nova safra de cana no Estado.

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