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Os 135 detentos transferidos da Penitenciária Central do Estado (PCE) em meio a protesto de familiares foram levados para as unidades prisionais de e Juína (730 km a leste e 735 km a noroeste de Cuiabá, respectivamente). Uma ação conjunta foi montada entre as forças de Pública e o Sistema Penitenciário estadual para retirar da PCE presidiários apontados como líderes de organizações criminosas, principalmente do Comando Vermelho que nos últimos dias vinha ordenando ataques contra residências de agentes penitenciários.

Eles também exigiam a saída do novo diretor da PCE, Revetrio Francisco da Costa, que endureceu as regras e cortou regalias dos detentos, em especial dos membros da facção criminosa. Um forte aparato policial com várias viaturas foi colocado para escoltar os 2 ônibus que levaram os detentos e deixaram a PCE em meio a protestos de familiares dos detentos. Veja o vídeo no final da matéria.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, todos chegaram ao destino sem nenhuma intercorrência, conforme havia sido previamente planejado, e os ônibus executivos que levaram os presidiários foram escoltados por equipes de agentes penitenciários e da .

Os ataques nos últimos dias são em decorrência de ações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) – por meio da Polícia Militar, da Polícia Judiciária Civil, e da Secretaria de Estado de Justiça e (), que têm intensificado o combate ao crime organizado, dentro e fora das unidades prisionais.

“O controle das unidades prisionais é 100% do Estado. Não existe uma única cela de unidade prisional em que os agentes não consigam entrar qualquer hora do dia ou da noite. Na semana passada quando 850 presos se amotinaram, os agentes conseguiram fazer a contenção em 40 minutos”, reforçou o titular da Sejudh, Fausto Freitas.

A visita de familiares aos custodiados da PCE foi retomada no domingo, já que não houve no sábado em decorrência da força-tarefa para a transferência. Familiares e advogados já foram informados sobre o destino dos 135 presos.

Desde 2015, tem 9 presos em unidade federais de segurança máxima e a Sejudh trabalha para novas solicitações, já que o requisito principal é ameaça à ordem pública ou organização criminosa.

Secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia afirma que o sistema de segurança continuará atuando com planejamento e rigor contra qualquer organização criminal, a fim de neutralizar ameaças que atentem contra a sociedade. “Nossos servidores são qualificados, treinados e estão motivados para enfrentar o crime no Estado. A população pode e deve confiar nas Polícias Militar e Civil, que estarão atuando de forma integrada e com o apoio da atividade de inteligência com a finalidade de garantir a sensação de segurança”.

Gustavo destaca ainda que reforçou em mais 30% as operações preventivas por meio das ações integradas das polícias, bem como foram dadas as respostas repressivas de forma rápida e eficiente que resultaram nas identificações dos suspeitos de terem praticados atentados contra os . “Também reforço que continuaremos atuando em conjunto com a Sejudh, apoiando sistematicamente as ações operacionais desta pasta”.

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