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O falecimento de um recém-nascido por falta de UTI Neonatal em (a 691 Km de Cuiabá) causou indignação no promotor de justiça Marcelo Mantovani Beato. O oficio que comunicou o fato ao titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e Adolescência, Paulo Prado, foi em tom de desabafo.

“Porque enquanto redigia este mesmo ofício pedindo a atuação extrajudicial de vossa excelência, recebi um comunicado curto, mas igualmente desconcertante, com os seguintes dizeres: Não precisa mais, ele faleceu hoje de manhã, diz trecho do documento, explicando que a mensagem foi enviado ao (MPE) pelo pai da criança.

O menino chamado Henry que nasceu na última segunda (26) com dificuldades respiratórias. Por isso, precisava com urgência de um leito de UTI Neonatal.

Enquanto o leito não era disponibilizado, a ventilação da criança já entubada estava sendo feita manualmente pela equipe médica. Isso porque o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo não dispunha de ventilador automático.

Apesar do pedido do MPE e com a autorização da Justiça, a vaga não foi disponibilizada pelo . O fato levou o promotor a questionar as campanhas publicitários do Executivo.

“Henry, infelizmente, não pode vivenciar a transformação que esse Estado tanto propaga em suas campanhas publicitárias, abastecidas com milhões de reais oriundos do erário, mas sem recursos para adquirir um respirador automatizado ou providenciar a abertura de novos leitos de UTI Neonatal”, completa Marcelo Mantovani Beato.

Além disso, o promotor questiona a utilidade de Mato Grosso bater recordes na produção agrícola ao mesmo tempo em que não consegue garantir a das e adolescentes de baixa renda. Também afirma que a família será orientada a acionar o Executivo na Justiça em busca de reparação.

“Um Estado que se orgulha dos números crescentes da economia, das lideranças nos rankings de produção e de tantos outros índices financeiros, porém incapaz, sabe-se por quais motivos, de garantir um mínimo de dignidade no tratamento de saúde das crianças e adolescentes pobres, prescrito pelos próprios representantes do Estado”, conclui o membro do MPE.

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