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Um inspetor da Estadual Médici, em Cuiabá, teve que ir ao hospital após um rojão ser estourado em um dos banheiros da escola na manhã desta quarta-feira (7). Ele não se feriu, mas foi levado para o hospital para fazer exames nos tímpanos. O responsável pela bomba ainda não foi identificado, mas a polícia deve ser acionada para apurar.

De acordo com o professor Luiz Celso, do serviço de orientação educacional da escola, o rojão foi estourado no início do período de hoje. Nos banheiros não há câmeras de , portanto ainda não identificaram o responsável. Ninguém se feriu com o incidente, mas um funcionário acabou ficando com um zumbido no ouvido e foi levado a um hospital.

“Um inspetor de alunos estava próximo ao banheiro e ele ficou com um zumbido no ouvido. Era daqueles rojões de festa junina, e deu um eco maior porque é um local fechado. Não é a primeira vez que isto acontece e dificilmente será a última. Mas é uma coisa que, apesar de não ser corriqueira, sempre tem alunos que estão soltando rojões”, lamentou o professor.

Um dos familiares do funcionário, que não quis ser identificado, disse que a princípio ficou preocupado com ferimentos por estilhaços, o que não aconteceu. O inspetor já foi levado a um otorrino para checar os ouvidos.

“Ele trabalha lá pela manhã e a tarde em outro local. Foi entrar no banheiro e quando entrou tinha uma bomba. Minha preocupação era com estilhaço, mas graças a Deus não aconteceu isso. Foi para o hospital e já está sendo atendido pelo otorrino. A preocupação agora é com os tímpanos dele, que a gente não sabe como ficou”, disse.

A Polícia Militar não chegou a ser acionada, mas a assessoria afirmou que iria enviar uma equipe ao local para fazer as averiguações. O professor Luiz Celso disse que irá acionar a polícia para investigar o caso.

“A gente passa para o pessoal da polícia para investigar quem está trazendo isso para a escola, e quando for identificado haverá sanções da escola contra o aluno, podendo chegar à transferência compulsória”, explicou o professor.

Cerca de 2 mil alunos estudam na Escola Presidente Médici, nos períodos matutino e vespertino. O professor acredita que revistas nos alunos poderiam ajudar a diminuir estes incidentes.

“O que poderia ser feita é a revista dos alunos quando entram na escola, mas nós funcionários não podemos fazer esta revista, só quem poderia é a polícia. Só que mesmo que a escola tivesse um detector de metal, por exemplo, isso não seria um objeto de metal, é algo que conseguem comprar facilmente”, disse.

O familiar do funcionário disse que se sentiu revoltado com esta situação, de não pensarem nas conseqüências de um ato como este.

“O pior de tudo é o tipo de brincadeira, o aluno acha que com este tipo de atitude vai chamar a atenção, vai ser legal, mas ele não está olhando que pode atingir um pai de família, como foi este caso. O cidadão não presta atenção na conduta, na atitude dele”, disse.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirmou que irá acompanhar o caso.

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