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Quem não figurou na lista de aprovados, mas apareceu como classificado no último concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) deve manter acesa a chama da esperança. A pedido da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Seduc criou a comissão para avaliar cláusula de barreira de concurso público.

A cobrança partiu dos deputados estaduais Professor Adriano Silva (PSB) e Allan Kardec (PT), por considerarem importante  a inclusão na lista de reserva de cadastro dos candidatos que obtiveram, no mínimo, 50% de aproveitamento em todas as provas do concurso de Educação.

O secretário de Estado de Educação, Marco Aurélio Marrafon,  divulgou portaria em que institui uma comissão de avaliação para responder ao requerimento de Professor Adriano Silva. O motivo foi o edital do concurso da Seduc, especificamente o item 12.3, que trata da cláusula de barreira.

Entre as reivindicações,  Adriano Silva defende que os candidatos que obtiveram um mínimo de 50% de aproveitamento em todas as provas da Educação sejam incluídos na lista de reserva de cadastro. No dia 25 de janeiro, ao lado do deputado Allan Kardec, o deputado Adriano solicitou a abertura de uma comissão para a Seduc, a fim de legitimar algumas situações referentes ao concurso público realizado pela secretaria. Além da quebra da cláusula de barreira, a pauta das reivindicações contemplava a posse dos aprovados e o aproveitamento dos classificados na lista de reserva de cadastro.

A ideia de criar esta comissão ocorreu após reunião realizada com o secretário Marco Marrafon, intermediada pelo deputado Adriano. A sugestão sobre a abertura da nova comissão foi encaminhada a pedido da Comissão da Educação, na qual o deputado Allan é o presidente e o deputado Adriano, o vice-presidente.

“Neste período, abrimos diálogo com integrantes do Ministério Público estadual e com o Tribunal de Contas do Mato Grosso para termos a certeza do êxito nos aspectos educacional, social e técnico”, ressalta o deputado Professor Adriano.

A comissão instalada a pedido do secretário Marco Marrafon terá 30 dias para apresentar o relatório conclusivo sobre o assunto. Se necessário, o prazo poderá ser prorrogado por mais um mês. Ao final, o documento será encaminhado para o Ministério Público.

“Queremos trabalhar para que todos os que chegaram à pontuação acima de 50% no concurso sejam contemplados no cadastro de reservas e, posteriormente, efetivados”, ressalta justificou Professor Adriano. Ele  lembra a defasagem de mais de 13 mil vagas abertas, na rede pública do Mato Grosso, preenchida por professores temporários, todo início de ano.