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Abrigo onde as moram (Foto: TVCA/ Reprodução)

Dois homens, de 19 e 23 anos, foram presos na terça-feira (13) suspeitos de oferecer bebida alcoólica e abusar sexualmente de duas adolescentes que moram em um abrigo, em a 239 km de Cuiabá. As vítimas são duas meninas de 13 e 14 anos.

De acordo com o diretor da instituição, que tem a tutela das crianças, elas pularam o muro, em uma parte em que a cerca elétrica está danificada, e saíram do abrigo, sem autorização. Um menino de 10 anos, que também mora na casa, teria fugido com as meninas.

A Polícia Militar foi acionada e, depois de 8 horas de buscas, recebeu a informação de que os adolescentes estavam escondidos em uma casa, no Bairro Primavera, onde aconteceram os abusos sexuais.

“Eles estavam na companhia de dois adultos que não eram parentes deles e foi possível perceber que os três tinham consumido bebida alcoólica”, relatou o major da Polícia Militar Cleiton de Moura Viana. Ele disse que as duas adolescentes disseram à polícia que foram abusadas sexualmente pelos homens.

O delegado que investiga o caso, Bruno Moraes Carvalho, solicitou exames para comprovar o abuso.

As teriam pulado o muro que cerca o abrigo (Foto: TVCA/ Reprodução)

Segundo a Polícia Civil, o suspeito de 23 anos foi autuado por estupro de vulnerável pelo fato de ter mantido relação sexual com a menina de 13 anos. A adolescente negou, mas a amiga dela, de 14 anos, confirmou os abusos.
A adolescente de 13 anos disse apenas que se beijaram, mas o fato dela ser menor de 14 anos, já é considerado estupro de vulnerável. O jovem também foi autuado no Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por fornecer bebida alcoólica para menor idade.

O irmão dele, 19 anos, foi autuado apenas no artigo 243 do ECA por fornecer bebida alcoólica para menor idade. Foi aplicada fiança de quatro salários mínimos, que não foi recolhida e ambos encaminhadas a unidade prisional.

Ambos ficaram calados na delegacia.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que as estão no abrigo há cerca de dois anos, depois de denúncias que eram maltratadas pelos pais. Eles foram levadas de volta para a instituição.

O Conselho Tutelar de também acompanha o caso.