Anúncios

Presa na , em Cuiabá, desde dezembro do ano passado, acusada de ajudar a planejar o assassinato do prefeito de Colniza (1.065 quilômetros de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, a médica Yana Fois Coelho Alvarenga continua ativa nas redes sociais. O (MPE) teve acesso a diversos prints da situação e pediu a manutenção da prisão preventiva.

O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu prints das postagens que ela fez na rede social no último final de semana, mesmo estando presa. Em um deles, a médica aparece comentando a foto de uma pessoa: “Saudades da minha gorda também”. Depois, ela acrescenta: “Nem fala, beijos. Aproveita suas bebês e vai lá visitar sua vizinha”.

Em outra postagem, que consta no pedido do MPE, ela comenta: “Meus amores! Amoooooooo! Titia já chega para morder”. Em seu perfil na rede social, a médica afirma ser cristã, apaixonada pela família e muito abençoada. Lá, ainda cita que é casada com o empresário Rodrigo, que na verdade se chama Antônio Pereira Rodrigues e é acusado de ser o mandante do assassinato do prefeito Esvandir.

Por conta do fato, o promotor Willian Oguido Ogama, de Colniza, pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva da médica. Além disto, foi requisitada uma revista na cela onde Yana está. O temor é de que a médica, tendo acesso à internet, possa incidir em testemunhas arroladas no processo e ocultar objetas ou provas.

Yana Fois Coelho Alvarenga, segundo aponta o MP, foi quem ligou Antônio Pereira Rodrigues Neton a Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva. O marido da médica é empresário no município e teria oferecido R$ 5 mil a cada um dos comparsas para auxiliarem-no. Após o assassinato, Yana teria dado ordens a um irmão de Antônio, um garoto de 15 anos, para que ele pegasse o trio com um carro diferente do usado no crime para despistar a polícia.

“Não se pode olvidar que como médica, quando tomou conhecimento dos fatos deveria agir para salvar a vida das vítimas. Porém, agiu ao revés: providenciou não só a fuga dos executores, entregando o veículo à adolescente e, ainda, fez toda a ponte necessária para que seu companheiro os conhecesse e buscasse para que executassem a infração penal”, sustenta o MP.

O crime

O prefeito conduzia uma Toyota SW4 preta quando foi interceptado pelos criminosos, em um veículo SUV, preto, a cerca de sete quilômetros da entrada da cidade.

O veículo foi ao encontro da caminhonete, momento que foram efetuados vários disparos contra o prefeito Esvandir que ainda conseguiu dirigir, mas acabou morrendo no perímetro urbano, na BR 174, esquina com a Rua 7 de Setembro.

Outros dois disparos feriram o secretário Admilson, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. O fato ocorreu por volta das 18h40, de sexta-feira (15).

A prisão

Antônio, Zenilton, e Welisson fugiam em um veículo Fiat Uno cinza, quando foram abordados a cerca de 20 km após Castanheira, por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), da  Regional da Polícia Civil de , que auxiliou as investigações. Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em espécie.

O dinheiro estava em um pacote do , sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil.

Foram usadas quatro armas de fogo no crime, mas somente um revólver calibre 38 e um fuzil 22, com numeração raspada, foram encontrados dentro de uma deixada no mato, pela . As armas estavam a cerca de 15 km de Colniza, localidade onde também foi abandonada a caminhonete da ação criminosa.

Duas pistolas, que segundo as informações levantadas, também foram usadas, teriam sido jogadas dentro de um rio.